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Projeto é da autoria da empresa Pinearq | Foto: Pinearq
A nova maternidade de Coimbra vai nascer em dois blocos paralelos, com seis pisos e estacionamento para 244 automóveis. A empreitada, lançada ontem a concurso público por 57,942 milhões de euros (mais IVA), tem um prazo de execução de três anos (1.095 dias) e pretende concentrar num único equipamento as duas maternidades atualmente existentes na cidade.
“É um passo de enorme importância para o futuro dos cuidados materno-infantis na nossa região”, afirmou o presidente da ULS de Coimbra, Francisco Maio Matos. Citado numa nota de imprensa, o responsável revelou que o lançamento do concurso representa um avanço concreto num projeto que traduz o compromisso com a melhoria das condições de assistência às mulheres, aos recém-nascidos e às famílias.
A nova infraestrutura será construída no perímetro dos HUC e terá uma área de construção de quase 33 mil metros quadrados. O projeto, da autoria da empresa Pinearq, sob coordenação do arquiteto Alberto de Pineda Álvarez, prevê dois corpos paralelos, separados por um pátio ajardinado, e aposta na humanização dos cuidados e na privacidade das utentes.
Dos seis pisos previstos, dois serão subterrâneos e terão estacionamento para 244 automóveis, áreas de ensino e formação, administração, refeitório e instalações técnicas. No piso térreo ficarão as consultas, os exames especiais e a Urgência Ginecológica e Obstétrica, com acesso próprio a norte e entrada principal a sul.
Os três pisos superiores vão concentrar a assistência clínica: Bloco Operatório, Bloco de Partos e internamento de Patologia Obstétrica no primeiro; cuidados intensivos e intermédios e área de recém-nascidos no segundo; e duas unidades de internamento de puérperas no terceiro.
Está ainda prevista uma ligação em ponte ao edifício de Cirurgia Cardiotorácica dos HUC, um elevador exclusivo para os principais serviços clínicos e circuitos separados para doentes, profissionais, visitas e abastecimento.
Para Teresa Almeida Santos, diretora do Departamento da Mulher e do Recém-Nascido da ULS de Coimbra, a construção representa uma oportunidade para melhorar a qualidade da resposta assistencial e as condições de trabalho dos profissionais. A responsável considera que o projeto concretiza uma ambição há muito partilhada por quem trabalha nas duas maternidades.
Mais de cinco mil
partos num ano
A nova maternidade pretende reforçar a resposta materno-infantil da região e consolidar a posição nacional da ULS nesta área. Em 2025, as maternidades Bissaya Barreto e Daniel de Matos realizaram 5.166 partos, o número mais elevado entre as instituições de saúde do país.
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