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Santana Lopes na sua intervenção nas comemorações do Dia do Porto | Foto DR
Presidente da câmara quer, também, que se assumam responsabilidades em relação à Bioadvance.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz fez ontem uma intervenção pública demolidora, quando falava na sessão solene dos 60 anos dos molhes do porto, efeméride assinalada pela administração portuária.
Santana Lopes foi acutilante sobretudo quando abordou o dossiê Bioadvance, não poupando os anfitriões, com responsabilidades no licenciamento da fábrica na zona portuária, criticando o seu “silêncio ensurdecedor”. E falou das contrapartidas, de 20 milhões de euros, alegadamente devidas pela EDP ao município, relativas à central de ciclo combinado de Lares.
“Especialistas mandaram-me [informação] a dizer que o município, desde 2009 e até agora, devia ter recebido [mais de] 20 milhões de euros, caso se confirme a ação”, avançou o autarca ao DIÁRIO AS BEIRAS, à margem da cerimónia.
Santana Lopes acrescentou que o executivo camarário está na fase de recolha de documentos, para depois avançar para conversações com a EDP.
“Fui avisado disto há dias, mandaram-me o estudo. Comecei a pedir documentos no município e não há nada. O que a EDP apoiou foi a construção de um centro de dia e um projeto urbanístico, e temos uma guia de receita, relativa à primeira tranche, de 73 mil euros”, indicou.
Santana Lopes, ainda em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, criticou que na Figueira da Foz se debata o acessório em detrimento do essencial.
“Não quero monos”
“Acabada a peça de teatro, vamos falar da história, dos factos. […] Quero que digam quem trouxe, quem autorizou isto a vir para o porto; quem foi? Não quero monos na Figueira. [A Bioadvance] transformou-se num imbróglio à conta da mentira”, enfatizou.
Ainda acerca do processo da unidade industrial de biocombustível, com a atividade suspensa pelas mesmas autoridades que apoiaram e permitiram a instalação, Santana Lopes considerou que “é uma vergonha”.
“Na Figueira, há pessoas, setores, que julgam que é Halloween todos os dias e vivem nestas partidas, neste susto, a toda hora. Mas eu não aceito isso”, apontou.
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