Judoca Catarina Costa quinta no Grand Slam de Abu Dhabi
Fotografia: Arquivo IJF
A judoca olímpica portuguesa Catarina Costa (-48 kg) foi hoje quinta classificada no Grand Slam de Abu Dhabi, ao perder na luta pela medalha de bronze com a turca Sila Ersin.
Na primeira competição que disputou após os Mundiais em Baku, há três semanas, Catarina Costa perdeu já no ‘golden score’, período extra após um empate nos quatro minutos iniciais de combate e no qual o primeiro judoca a pontuar ganha.
A judoca da Académica de Coimbra acabou por perder o bronze aos 33 segundos do prolongamento (4.33 minutos de combate), ao sofrer um terceiro castigo, ditando o ‘hansoku make’, desclassificação por acumulação de castigos ou ação perigosa/antidesportiva.
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O árbitro japonês entendeu que Catarina Costa, que foi nona classificada nos Mundiais, teve pela terceira vez um falso ataque, somando o terceiro castigo a dois ‘shidos’ que a judoca já tinha visto nos primeiros quatro minutos.
Antes do bloco das finais, a portuguesa venceu a italiana Francesca Milani, por yuko (a pontuação mais baixa) e a primeira cabeça de série em -48 kg em Abu Dhabi, a russa Marina Vorobeva, por waza-ari (segunda pontuação mais alta).
Nas meias-finais, Catarina Costa foi relegada para a luta pelo bronze, depois de perder com a turca Merve Azak, por ippon, pontuação mais alta e que termina o combate.
Antes de Catarina Costa, esteve em ação Miguel Gago (-66 kg), também da Académica, com o judoca a perder no primeiro combate, diante do brasileiro Willian Lima, num confronto em que o português deixou escapar a vantagem nos instantes finais.
Gago esteve a vencer por waza ari até ao último segundo, mas o seu oponente pontuou com ippon no último instante.
Em Abu Dhabi, Portugal volta ao ‘tatami’ na sexta-feira, com Joana Crisóstomo (-63 kg), Taís Pina (-70 kg) e Otari Kvantidze (-73 kg), enquanto no sábado competem Patrícia Sampaio (-78 kg), Rochele Nunes (+78 kg) e Jorge Fonseca (-100 kg.
As ‘contas’ de um Grand Slam ganham maior importância no apuramento para os Jogos Olímpicos de Los Angeles2028, com uma vitória a atribuir 1.000 pontos, um segundo lugar 700, um terceiro 500 e um quinto 360.
A qualificação olímpica deste ano, que arrancou em junho com o Grand Slam de Ulan Bator, entrará nas contas finais para o apuramento final a 50%, enquanto o próximo ano, a partir da sua metade, já valerá a 100%.

