Pinto Luz diz que “indignação merece ser ouvida” mas insiste na aprovação na nova lei das rendas
Ministro esteve este mês a entregar chaves de habitações em Coimbra | Fotografia: Arquivo - Ana Catarina Ferreira
O ministro das Infraestruturas e Habitação afirmou hoje que a “indignação merece ser ouvida”, numa referência aos protestos nas ruas, mas insistiu que é preciso aprovar o novo regime de arrendamento urbano “sem dogmas e sem demagogia”.
Numa intervenção no segundo dia do debate na generalidade do Orçamento do Estado para 2027, Miguel Pinto Luz apelou a que se julgue o Governo PSD/CDS-PP pelas casas que conseguir “pôr ao alcance das pessoas”.
“A indignação merece ser ouvida. Mas símbolos, palavras de ordem e cálculos eleitorais não constroem casas. A resposta tem de ser feita de medidas concretas — medidas que se convertam em casas que as pessoas consigam pagar”, defendeu.
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O ministro voltou a responsabilizar os executivos socialistas pela crise no setor e disse que não esperem do atual Governo “o imobilismo do passado”, defendendo diretamente a nova lei das rendas, já aprovada na generalidade e que deverá ser discutida na especialidade depois do período orçamental.
“Se queremos um mercado de arrendamento forte, temos de dar segurança às partes e de apoiar quem precisa. Não podem ser os proprietários a fazer política social. Esse é o papel do Estado, não é dos proprietários. Temos de aprovar o novo regime do arrendamento urbano, sem dogmas, sem preconceitos, sem qualquer tipo de demagogia”, apelou.

