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Autarca e dirigentes visitaram Cooperativa Agrícola de Coimbra antes da apresentação | DB-Pedro Filipe Ramos
Recuperar a funcionalidade e segurança dos percursos rurais; melhorar a drenagem, passagens hidráulicas, pontes e pontões; reforçar a acessibilidade às explorações agrícolas e reduzir vulnerabilidades perante futuros eventos meteorológicos extremos. Estes são quatro objetivos inerentes ao projeto “Restabelecimento funcional de percursos delimitados pelo rio Mondego, rio Velho e Vala Real”, intervenção que vai incidir em 21,5kms de percursos e executar intervenções em sete troços e sete estruturas (pontes e pontões).
Enquadrado num contrato-programa celebrado entre o Fundo Ambiental, a Agência Portuguesa do Ambiente e o Município de Coimbra, o projeto, “mais do que recuperar estradas”, sublinhou a autarca Ana Abrunhosa, “tem de dar visibilidade ao território e à atividade”. Na apresentação que decorreu nas instalações da Cooperativa Agrícola de Coimbra, a autarca defendeu a “prioridade da obra” que vai aumentar, assinalou, “a resiliência do Vale do Mondego”.
O projeto “valoriza o território” e quer “melhorar as condições da atividade agrícola”, ao mesmo tempo que, reiterou, “afirma o Vale do Mondego como um território de natureza onde a economia é valorizada”, realçou.
Gerar valor sem “desvirtuar a atividade agrícola”
A intervenção vai servir as populações de São Martinho de Árvore e Lamarosa, São Silvestre, São João do Campo, Antuzede e Vil de Matos, São Martinho do Bispo e Ribeira de Frades. Com um financiamento de dois milhões de euros (investimento total de 2,073 milhões), os trabalhos devem estar “terminados até ao final de 2027”, adiantou o diretor do Departamento de Espaço Público da Câmara Coimbra, Luís Santos Costa.
“Ligar a Mata do Choupal à Mata da Geria”, através do Plano Ciclável de Coimbra, pode abrir o Baixo Mondego ao agroturismo. “Queremos gerar valor, sem desvirtuar a atividade agrícola”, assegurou. O projeto almeja a valorização do Vale do Mondego “através da agricultura, natureza, mobilidade suave e economia local”.
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