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Que tem a dizer sobre o dossiê Bioadvance? O mais certo é a culpa morrer solteira

27 de outubro de 2026 às 10 h15

No início deste século, se a memória me não falha, e naquele mesmo espaço, foi instalado um terminal de asfaltos líquidos. E foi assim que tudo começou…
Apoiado como Projecto de Interesse Nacional pela AICEP, receptor de Fundos Comunitários, viabilizado pela CCDRC licenciado pela Administração Portuária, a Bioadvance instalou-se.

Todos reconhecemos a necessidade de reciclar. Mas naquela localização nunca!
Tarde e a más horas começou a desenrolar-se o novelo.
Agora a APA já se demarca!
A CCDRC já mudou de opinião!
A AICEP já retirou o PIN!

A Administração Portuária assobia para o lado num silêncio ensurdecedor!
Afinal o grande responsável era o Município que, como sabemos, não tem a ver com o licenciamento de áreas portuárias.
Não tem mas devia ter.

É inadmissível que as Administrações Portuárias sejam estados dentro do Estado. Que ponham e disponham do espaço público sem consultar e colher o aval dos eleitos pelo povo. Povo que não elegeu as Administrações Portuárias, as CCDR’s, a APA ou a AICEP.

Tivessem os diversos poderes em causa consultado e obtido o aval prévio do Município e, naturalmente, não teríamos este problema para resolver.
Tivesse o Porto da Figueira da Foz uma Administração exclusiva, permanentemente articulada com o Município e certamente não teríamos esta situação deplorável.

E agora? Agora, é tempo de desmantelar e pedir responsabilidades a quem, levianamente, foi cúmplice desta situação.
O mais certo é a culpa morrer solteira como é habitual com uma rara e honrosa excepção protagonizada pelo saudoso Jorge Coelho.

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