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Pai e filho condenados por assaltos violentos a idosos em Aveiro e Coimbra

22 de outubro de 2026 às 16 h38
Fotografia: Arquivo

O Tribunal de Aveiro condenou hoje dois arguidos, pai e filho, a penas de cinco anos e meio e sete anos de prisão por vários roubos violentos a idosos ocorridos em 2024 e 2025.

A pena mais gravosa foi aplicada ao filho, de 22 anos, que foi condenado a um cúmulo jurídico de sete anos de prisão, por dois crimes de roubo, um crime de furto e um crime de sequestro.

O pai, de 43 anos, foi condenado pela prática de um crime de roubo e outro de furto, tendo-lhe sido aplicada uma pena única em cúmulo jurídico de cinco anos e meio de prisão.

 

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O coletivo de juízes absolveu os dois arguidos de um crime de sequestro e outro de coação na forma tentada. O filho foi ainda absolvido de um outro crime de roubo.

O tribunal decidiu ainda que os arguidos irão manter-se em prisão preventiva até se esgotar o prazo para recorrerem da decisão.

A acusação refere que os dois arguidos assaltaram, em abril de 2024, uma residência de emigrantes em Vagos, de onde foram subtraídas joias e relógios no valor de cerca de 18 mil euros.

Os dois estão ainda acusados de um roubo e sequestro ocorridos em outubro de 2025, numa residência em Cantanhede, tendo sido subtraída elevada quantia em dinheiro, bem como diversas peças em ouro.

Segundo a investigação, os dois arguidos entraram na habitação e surpreenderam a dona da casa, tendo-a amarrado e amordaçado. Em seguida, exigiram dinheiro e ouro e ameaçaram que lhe cortavam um dedo, se não contasse onde tinha um cofre.

Para além destas situações, o arguido mais novo terá participado, juntamente com outro indivíduo não identificado, num roubo por esticão em Mira e, pouco antes de ser detido, assaltou a residência de uma idosa, de 86 anos, que vivia sozinha em Ílhavo, tendo sido roubados vários objetos de ouro.

A acusação refere que o arguido arremessou a ofendida ao chão com extrema violência, partindo-lhe a prótese dentária, e arrancou-lhe dois brincos em ouro das orelhas e vários objetos em ouro, deixando a idosa amarrada e fechada na casa de banho.

O arguido mais novo foi detido em novembro de 2025 e o pai em março, encontrando-se ambos em prisão preventiva.

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