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Protesto ficou marcado por palavras de ordem contra a especulação imobiliária e a lei do arrendamento | Fotografia: Ana Catarina Ferreira
Mais de 400 pessoas concentraram-se ontem na Praça 8 de Maio, em Coimbra, para exigir medidas que respondam à crise da habitação e ao aumento do custo de vida. A iniciativa, convocada pelo movimento “Não Dá Mais Para Viver Assim”, foi também um gesto de solidariedade com as acampadas de Lisboa e do Porto, entretanto alvo de intervenção policial.
“Não dá mais. O nosso dinheiro não chega ao final do mês. Nós não temos acesso à habitação digna, não temos acesso a serviços públicos, o custo de vida cada vez é mais alto”, afirmou Rebeca Moore, uma das organizadoras do protesto.
A estudante de mestrado em Coimbra alertou para o impacto da crise habitacional no acesso ao ensino superior.
“Há estudantes que são obrigados a pagar 600 ou 700 euros por um quarto”, afirmou, defendendo que a falta de habitação a preços acessíveis põe em causa o próprio direito à educação. À Câmara de Coimbra, Rebeca Moore pediu uma atenção especial às repúblicas de estudantes e mais habitação pública.
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