Reitor da Universidade diz que cidade tem condições para ser farol nacional na área do espaço
Fotografia: Município de Coimbra
O reitor da Universidade de Coimbra considerou hoje que a cidade reúne todas as condições para se afirmar como um farol nacional na área do espaço e destacou as competências científicas, a presença de empresas tecnológicas e investimento em novas infraestruturas.
“Já se nota que Coimbra é um íman de atração ou digamos um farol na área do espaço, a nível nacional. Temos todas as condições, quer do ponto de vista científico, quer do ponto de vista do território”, sublinhou Amílcar Falcão.
Durante a conferência de imprensa de apresentação do GLEX Ignition 2026 – que irá reunir em Coimbra, nos dias 29 e 30, cientistas, astronautas e especialistas internacionais da exploração espacial, ciência e inovação – o reitor aproveitou para recordar o trabalho que vem sendo feito na área do espaço.
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“O espaço em Coimbra, visto de fora, provavelmente é mais conhecido do que dentro de Coimbra”, acrescentou.
De acordo com Amílcar Falcão, o percurso de Coimbra na área do espaço deu vários passos logo em 2014, quando foi instalada no Instituto Pedro Nunes (IPN) a incubadora de empresas da Agência Espacial Europeia (ESA BIC), que, desde então, apoiou mais de 60 empresas.
O trabalho desenvolvido ao longo dos anos abrange diferentes áreas tecnológicas, desde os materiais utilizados em equipamentos espaciais até à produção de satélites e ao desenvolvimento de soluções para a gestão de resíduos espaciais.
Entre as empresas instaladas em Coimbra, o reitor da UC destacou a Open Cosmos, que produz a maioria dos satélites fabricados em Portugal, e a Neuraspace, dedicada à monitorização e gestão do lixo espacial.
Referiu ainda a Critical Software, empresa com raízes na Universidade de Coimbra e experiência de colaboração com agências espaciais internacionais.
Segundo Amílcar Falcão, para consolidar este ecossistema, a Universidade de Coimbra criou também o projeto Space Up, destinado a identificar e reunir competências existentes na instituição e no IPN com potencial de aplicação no setor espacial.
Uma das iniciativas resultantes deste trabalho foi a criação da licenciatura em Engenharia Aeroespacial, que arrancou neste ano letivo e “com bastante sucesso”.
“Temos um histórico já bastante alargado de trabalho, quer do ponto de vista de investigação, quer do ponto de vista de inovação, quer até empresarial, com o espaço. Recentemente também com a iniciativa do Município, e muito bem, da criação da Coimbra Supernova, onde a Universidade é um dos parceiros, juntamente com o IPN e outras empresas”, indicou.
Quanto à realização do evento Glex Edition 2026 em Coimbra, disse acreditar ser mais uma oportunidade para aumentar a visibilidade da região nesta área, para além de promover contactos e criar redes de colaboração entre investigadores, empresas e outras instituições.

