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República dos Pyn-Güyns em Coimbra lança “crowdfunding” face a risco de despejo

14 de outubro de 2026 às 14 h53
Fotografia: DR

A casa de estudantes Real República dos Pyn-Güyns, fundada há mais de 70 anos, lançou uma campanha de angariação de fundos para tentar comprar o imóvel onde se encontra, face à notificação de despejo por parte do senhorio.

A campanha, publicada recentemente na plataforma de ‘crowdfunding’ Gofundme (https://www.gofundme.com/f/ajudar-support-real-republica-dos-pyn-guyns), procura recolher donativos para suportar despesas associadas à consultoria jurídica, empréstimo bancário para uma possível aquisição do edifício e obras de remodelação da casa, entre outras, refere a publicação consultada pela agência Lusa.

Aquela histórica república de estudantes fundada em 1954 teve como morador Alberto Martins, figura central da Associação Académica de Coimbra nos protestos estudantis que levaram à crise académica de 1969, com a casa a ter sido palco de várias reuniões nessa luta contra a ditadura portuguesa.

 

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Em declarações à Lusa, Guilherme São Pedro, antigo republico, conta que o risco de saída do atual edifício já é antigo, recordando que o imóvel chegou a ser posto à venda pelo seu proprietário.

Atualmente, a Real República dos Pyn-Güyns tem em mãos uma notificação de despejo do senhorio, com prazo para abandonarem a casa até final deste ano, disse.

Face à situação precária bastante antiga, a república conta com uma associação formalizada e um fundo constituído por antigos e atuais membros com o objetivo de comprar aquele imóvel para garantir a continuidade daquela casa de estudantes autogerida, aclarou.

“Já há anos que nos organizamos e que temos um sistema de quotas”, afirmou, referindo que a república, reconhecida como entidade de interesse histórico pela Câmara de Coimbra, procura também angariar apoios financeiros junto do município e da Universidade.

Com um objetivo de angariar 50 mil euros com a campanha, Guilherme São Pedro explicou que há já uma base “angariada entre repúblicos e antigos”.

“Esta é uma forma da sociedade poder mostrar o seu apoio para com a república”, salientou.

O antigo morador afirmou que a Real República dos Pyn-Güyns já conta com apoio jurídico, escusando-se a comentar, por agora, qualquer informação sobre um possível litígio com o senhorio, acreditando que tudo possa ser resolvido e que seja assegurada a continuidade daquela histórica república de estudantes.

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