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António Leitão Amaro participou na sessão das Conversas da Casa da Lusofonia | Fotografia: UC | hugo Faria
O ministro da Presidência defendeu, na Universidade de Coimbra, uma política de imigração que concilie abertura, controlo e integração, rejeitando tanto o encerramento das fronteiras como a entrada sem regras
O ministro da Presidência defendeu ontem, na Universidade de Coimbra (UC), uma política de imigração que concilie abertura, controlo, segurança e integração, rejeitando tanto o encerramento das fronteiras como a entrada sem regras. “Nós precisamos de imigração”, afirmou, alertando que fechar as portas condenaria a Europa ao “definhamento demográfico, económico, social, intelectual, científico e moral”.
António Leitão Amaro falava na 47.ª sessão das “Conversas da Casa da Lusofonia”, subordinada ao tema “Imigração na Europa: dilema existencial. Moderação possível?”, realizada na Sala do Senado da UC, no âmbito das comemorações dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia.
O governante considerou que Portugal atravessou uma mudança “muito rápida” nos fluxos migratórios, tanto em volume como na origem das comunidades, sem que os serviços públicos tivessem capacidade para acompanhar esse crescimento. Apontou a habitação, a saúde e a educação como áreas particularmente pressionadas.
O ministro sustentou que a imigração é necessária para responder ao envelhecimento da população, assegurar trabalhadores e contribuintes e garantir a sustentabilidade do Estado social. Contudo, advertiu que uma política de “portas escancaradas”, sem capacidade de resposta, pode agravar os desequilíbrios e comprometer a qualidade dos serviços públicos.
“Nenhum país com responsabilidade pode prometer: venham todos os que quiserem”, afirmou, defendendo que a gestão dos fluxos migratórios deve acompanhar a capacidade de acolhimento e integração do país.
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