O Metrobus deve chegar à Figueira da Foz?
É claro que o Metrobus deve chegar à Figueira da Foz. Não parece aceitável que não exista uma ligação rápida e funcional entre as duas maiores cidades do Distrito de Coimbra.
É incompreensível que a ligação ferroviária não responda às necessidades das duas cidades e se mantenha numa letárgica existência.
É por isso que esperar pela chegada do Metrobus tem sentido, porque está ligado à mobilidade, ao processo de descarbonização e à qualidade de vida dos cidadãos.
Ora tudo isto está relacionado com a política das cidades, com uma dimensão local, mas, também multimunicipal e deverá ter uma escala multinível.
Se até uma década atrás a fraca ligação entre cidades e outras localidades, por transportes coletivos, públicos ou privados, constituía no essencial uma limitação na mobilidade e uma barreira ao acesso, o que muitas vezes significa perda de oportunidades, agora significa perder mais: mobilidade num tempo breve e alternativa, a equidade no acesso a oportunidades, adoção da política de descarbonização e de um processo de transição sistémica.
A emissão de gases de efeito estufa atribuídas ao transporte dentro e entre cidades que distam entre si poucos quilómetros representa, em média, 42% das emissões totais, o que torna urgente a intervenção no espaço urbano e intervenção à escala regional.
É neste contexto, em que as decisões têm várias dimensões, que o protagonismo das cidades tem relevância quanto ao benefício social, quanto à competitividade e qualidade de vida, e ainda porque contribui para uma transição sistémica em termos ambientais.
