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O Metrobus deve chegar à Figueira da Foz? Deve, mas será que pode?

13 de outubro de 2026 às 10 h15

Dever, deve, mas será que pode? A implementação do Metrobus Coimbra-Miranda-Lousã-Serpins foi a solução encontrada substituindo a linha da Lousã. O corredor dedicado utiliza o percurso da linha férrea e suas infraestruturas adaptadas.

Hoje, assistimos a múltiplas apelos de extensão do Metrobus. Mealhada, Condeixa, Cantanhede, Montemor, Figueira da Foz.
Mas, no caso vertente, qual seria a via dedicada para ligar Figueira-Montemor-Coimbra? Afastadas as hipóteses da A14 e da N111, só resta a Estrada do Campo, para tentar encontrar uma solução viável. Mas sempre contaminada pela multiplicidade de tráfego de vários tipos e o custo incomportável de obras de arte.
Se nos recordarmos da longa “via sacra” que foi concretizar o Metrobus Coimbra-Serpins, os anos que demorou, os sucessivos governos nacionais e autárquicos que atravessou, então temos um quadro nítido daquilo que nos pode esperar.

Assim sendo, que alternativas nos restam?
1. Reforçar as ligações rodoviárias inter-regionais criadas pela CIM, com viagens mais frequentes, diretas e a custo acessível, permitindo uma efetiva compatibilidade entre trabalho, ensino, saúde e lar.

2. Duplicar o ramal Figueira-Alfarelos, eletrificado, com várias viagens diárias entre Coimbra-Alfarelos-Figueira e inverso, a preço de passe já implementado e que permita pelo menos três ligações rápidas e diretas no período da manhã, três durante a tarde e pelo menos uma noturna.

Numa linha moderna, eletrificada, com composições dignas e cómodas, certamente que esta ligação não duraria mais que a via rodoviária pela A14 e IC2.

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