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A apresentação do restauro final da obra teve ontem lugar na Biblioteca da Universidade de Coimbra. Foto: Pedro Filipe Ramos
Uma edição de Os Lusíadas com quase 400 anos – publicada em 1639 em Madrid e que estava a degradar-se na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) – foi restaurada e voltou a poder ser consultada por estudiosos de Luís de Camões.
Sendo um livro de valor incalculável, destaca-se por ser uma das edições com maior número de páginas, tal é a dimensão dos comentários à obra que o editor da época incluiu, com mais de 70 páginas preambulares.
Esse homem era o português Manuel de Faria e Sousa, que fez parte da corte espanhola na época em que Portugal tinha perdido a independência para Espanha. Nasceu 10 anos após a morte de Luís de Camões em 1580 e apaixonou-se pel’ Os Lusíadas.
Essa paixão levou-o a interpretar a obra, durante 25 anos, até publicar o livro, à luz de autores anteriores a Camões e a influência que terão tido n’ Os Lusíadas.
José Augusto Bernardes, presidente das Comemorações do V Centenário do Nascimento de Luís de Camões, disse ontem – na apresentação do restauro do livro – que Manuel de Faria e Sousa deverá ter consultado cerca de um milhar de autores.
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