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Para além da conversa (manhã) e da mesa-redonda (tarde), iniciativa contou com vários momentos culturais e musicais | Fotografia: Ana Catarina Ferreira
“Estamos aqui, sobretudo, porque gostamos da tecelagem”. As palavras de Ana Pires, investigadora e autora de várias publicações sobre a Tecelagem de Almalaguês, marcaram a sessão “A tecelagem-O papel das Organizações”, conversa que deu início a uma jornada de diálogo e debate centrada nas artes têxteis e nos saberes que ligam territórios e culturas.
Inserida no evento “Fios que nos Unem” e promovida pela Associação Herança do Passado, que se dedica à divulgação das tradições, valorizando a tecelagem de Almalaguês, a iniciativa evidenciou a importância desta atividade na freguesia de Almalaguês, mas não só. Também a tecelagem de Aldeia das Dez, de Oliveira do Hospital, ou o projeto da Associação das Mulheres Agricultoras de Castelões (AmaCastelões) que tem base na aldeia de Múceres, no concelho de Tondela, também estiveram em destaque no Instituto Justiça e Paz.
A tecelagem de Almalaguês tem maior ligação às tecedeiras e tem a sua génese no seu saber e catividade. “Em lado nenhum os motivos [peças] são tão interessantes e bonitos como em Almalaguês. É uma extraordinária e variada gramática decorativa, que valoriza imenso”, sublinhou Ana Pires. Tapetes, colchas ou toalhas são algumas das criações elaboradas a partir de trabalho ardiloso.
Em Aldeia das Dez foi a mão masculina que introduziu a arte de fiar na povoação. “É tecelagem com t tradição masculina. Os tecelões recebiam o fio e teciam”, contou.
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