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PCP exige IP3 entre Coimbra e Viseu requalificado e duplicado sem portagens

18 de setembro de 2026 às 17 h08
O PCP exigiu hoje ao Governo a requalificação e duplicação do Itinerário Principal 3 | Fotografia: DR

O PCP exigiu hoje ao Governo a requalificação e duplicação do Itinerário Principal 3 (IP3), entre Coimbra e Viseu, sem portagens, e frisou que uma opção política de natureza contrária colide com os interesses da região e das populações.

“Num quadro de aprofundamento das injustiças e do brutal aumento do custo de vida, as declarações do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitindo a introdução de portagens no IP3 após conclusão das obras de requalificação em curso, revelam uma opção política que o PCP rejeita e que colide com os interesses da região e das populações”, afirmaram os comunistas em nota de imprensa.

No comunicado, hoje enviado à agência Lusa, as organizações regionais de Coimbra e de Viseu do PCP lembraram que segundo a Lei do Orçamento do Estado em vigor em 2026 “o Governo desenvolve os procedimentos necessários para a integral requalificação e duplicação do IP3, garantindo que a via se mantém sem qualquer tipo de portagens”.

Esta norma resulta de uma proposta de alteração apresentada pelo PCP ao Orçamento do Estado para 2026, adiantaram na nota.

“O que se exige agora ao Governo é que cumpra a Lei do Orçamento do Estado para 2026, concretize os procedimentos necessários, assegure financiamento, calendário e execução das obras, e respeite a determinação de que o IP3 se mantenha sem qualquer tipo de portagens”.

As duas direções regionais comunistas recusaram que uma obra pública essencial seja transformada “num negócio de alguns à custa das populações e das empresas”.

“O IP3 é uma via estruturante, sucessivamente adiada durante décadas e sem alternativas viáveis. A requalificação e duplicação do IP3 não são uma concessão às populações: são uma responsabilidade do Estado, uma exigência de segurança rodoviária e uma condição necessária ao desenvolvimento económico e social da região”.

Por outro lado, “também não faz sentido invocar a coesão territorial e, ao mesmo tempo, admitir uma solução que acrescentaria custos permanentes às deslocações de trabalhadores, às famílias, aos pequenos e médios empresários e ao transporte de mercadorias entre o litoral e o interior”.

Para o PCP, a coesão territorial exige investimento público e acessibilidades seguras e gratuitas, e não a transferência do custo desse investimento para quem é obrigado a utilizar diariamente a via.

 

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