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Município teve 14 milhões de euros em prejuízos devido às tempestades, mas “agora é o momento das pessoas poderem usufruir das festas”

28 de agosto de 2026 às 08 h45
José Veríssimo, presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho | Fotografia: Ana Catarina Ferreira

Com 220 expositores, novas áreas e uma programação para diferentes públicos e gerações, a Feira do Ano continua a crescer e a renovar-se. O presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, José Veríssimo, deu uma entrevista onde fala sobre o crescimento da Feira do Ano, da recuperação após o mau tempo que afetou o concelho no início do ano, sobre os projetos do PRR e as ideias para o futuro

Depois de um ano difícil, com as cheias a afetarem severamente o concelho, de que forma é que estas festas poderão ajudar a dar um novo ânimo à população?
Sim, efetivamente é essa a grande realidade. Foram momentos muito difíceis, mas a vida é constituída por momentos bons e maus. Os maus já passaram. Felizmente conseguimos superar com a ajuda e a resiliência de todos. Agora é o momento das pessoas poderem usufruir um pouco das nossas festas. O nosso objetivo é termos umas festas que cheguem a todas as faixas etárias e conseguir unir todo o concelho.

A construção deste cartaz, com grandes nomes da música portuguesa, está relacionado com o facto da Feira do Ano assinalar 600 anos?
Também. Não é o cartaz mais caro que Montemor-o-Velho já teve. Um dos meus objetivos foi reduzir os custos e aumentarmos as receitas, mas queremos dignificar os 600 anos. Os 600 anos não são uma data qualquer, são seis séculos, por isso acho que merecem ser comemorados com um cartaz equilibrado, como julgamos estar a ser feito.

A festa conta com um investimento de cerca de 700 mil euros e disse que quer apostar no crescimento empresarial. Como é que pretende realizar esse trabalho?
Tem que ser o próprio município a dar as condições para que exista esse crescimento empresarial. Nós temos dois parques empresariais cheios, mas estamos, neste momento, a comprar vários terrenos para ampliar essas zonas e criar as condições para que esses empresários se possam instalar. Esse é um dos grandes objetivos. Além disso, para esses empresários virem para Montemor-o-Velho também temos de os divulgar e acho que a Feira do Ano é uma montra que pode ajudar a fazer esse trabalho. Este ano, vamos realizar um colóquio com o tecido empresarial, no dia 3 de setembro, pelas 17H00, no Forum Cultural, onde pretendemos promover uma reflexão em torno da competitividade das empresas e do desenvolvimento económico do território. A iniciativa será encerrada pelo secretário de Estado do Turismo, Pedro Machado. Acho que é um motivo importantíssimo para valorizar as empresas presentes e dar este “input” que falta aos novos empresários.

| Mais informação na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS 

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