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Macau define prioridades para o desenvolvimento socioeconómico até 2030

25 de agosto de 2026 às 11 h09
Fotografia: DR

O Terceiro Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2026-2030) estabelece as principais prioridades para o desenvolvimento da região nos próximos cinco anos, com destaque para a segurança, a diversificação económica e a integração no desenvolvimento nacional da China.

O documento foi divulgado na terça-feira, dia 18, e apresenta um planeamento sistemático para o desenvolvimento de Macau, enquadrado no 15.º Plano Quinquenal da China.

Segundo especialistas citados no documento, o plano representa um novo passo na implementação do princípio de “um país, dois sistemas” com características de Macau e deverá contribuir para promover o desenvolvimento de alta qualidade da região.

O 3.º Plano Quinquenal procura aproveitar as vantagens institucionais do princípio de “um país, dois sistemas”. Por um lado, estabelece uma articulação com o 15.º Plano Quinquenal da China, promovendo a coordenação entre desenvolvimento e segurança e reforçando a integração de Macau no desenvolvimento geral do país. Por outro, prevê que as principais tarefas e medidas de reforma sejam definidas sob a liderança do chefe do Executivo, complementadas por processos de consulta destinados a promover a participação e o consenso social.

A segurança surge como uma das principais prioridades do plano. Das oito metas estabelecidas, a implementação integral de uma visão abrangente da segurança nacional ocupa o primeiro lugar. Segundo a análise apresentada, esta orientação procura reforçar a proteção da soberania, da segurança e dos interesses de desenvolvimento nacionais, criando condições para o desenvolvimento económico e social de Macau.

A diversificação económica constitui outra das prioridades para os próximos cinco anos. O plano estabelece como objetivo promover um crescimento moderado e diversificado, com especial atenção aos quatro projetos-chave e ao Fundo de Orientação Governamental.

Macau pretende aumentar progressivamente o peso das atividades económicas não relacionadas com o jogo. A meta estabelecida aponta para que, até 2030, o valor acrescentado das indústrias não relacionadas com o setor do jogo represente cerca de 60% do produto regional bruto.

O plano enquadra ainda o desenvolvimento de Macau no processo de abertura de alto nível da China durante o período de 2026 a 2030. Neste contexto, a Região Administrativa Especial pretende aprofundar a cooperação com os países parceiros da Iniciativa Cinturão e Rota e reforçar os intercâmbios com países de língua portuguesa e espanhola.

De acordo com o plano, Macau deverá continuar a desempenhar um papel de ligação entre a China e diferentes regiões do mundo, reforçando a sua posição como plataforma de cooperação económica, intercâmbio cultural e abertura ao exterior.

O Terceiro Plano Quinquenal estabelece, assim, as principais linhas de orientação para uma nova etapa do desenvolvimento de Macau, procurando conciliar segurança, diversificação económica, abertura e integração no desenvolvimento nacional.

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