Melhor vista do eclipse está onde o sol se põe
Usar óculos adequados é essencial para observar o eclipse | Foto: DR
A corrida aos óculos de proteção é apenas a face mais visível de um interesse que levou quase 10 mil pessoas a contactar com o eclipse através do UC Exploratório e do “Hemisfério Viajante”. Hoje, Coimbra olha para o céu
Durante os últimos dias, a procura foi tanta que as filas chegaram ao parque de estacionamento do UC Exploratório. O eclipse solar tornou-se pretexto para uma corrida à ciência – e aos óculos de proteção. Paulo Trincão, diretor do centro, admite que a dimensão da procura ultrapassou todas as expectativas: “Não sabia que o sucesso seria tão grande.”
Em cerca de um mês, quase 10 mil pessoas deverão ter contactado com o filme de 25 minutos que explica o que é um eclipse, como se forma e qual o seu contexto histórico.
A sessão tinha ainda um incentivo especial: a cada espectador era oferecido um par de óculos de proteção para observar o fenómeno em segurança.
O número contabiliza não apenas as sessões realizadas no Exploratório, mas também as iniciativas promovidas fora das suas instalações.
No UC Exploratório, a programação foi pensada muito antes de a procura disparar e hoje, o centro volta a abrir as portas para acompanhar o fenómeno. Mas Paulo Trincão faz questão de desfazer uma ideia que tem sido repetida de forma pouco rigorosa: o Exploratório não será o melhor lugar para observar o fenómeno. A razão é simples: o eclipse acontecerá ao final da tarde, quando o Sol estará baixo, próximo do horizonte poente. Em Coimbra, o relevo poderá dificultar a observação. “O melhor sítio para ver é onde o Sol se põe”, explica. A recomendação é, por isso, procurar um local com o horizonte a poente desimpedido de edifícios, árvores ou elevações.
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