GNR patrulha zona do Baixo Mondego em busca de homem desaparecido
Pedro Paiva, de 63 anos, está desaparecido há quase duas semanas | Foto: DR
Um homem está desaparecido há quase duas semanas, supostamente na zona limite entre os concelhos da Figueira da Foz e de Montemor-o-Velho, no Baixo Mondego, locais onde a GNR mantém patrulhas na tentativa de o encontrar.
“As buscas mantêm-se com patrulhas e vão continuar”, disse à agência Lusa fonte do comando territorial da GNR de Coimbra, aludindo ao desaparecimento de Pedro Paiva, de 63 anos, durante uma alegada deslocação de bicicleta entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho, onde reside.
A mesma fonte indicou que a GNR foi alertada para o desaparecimento na passada quarta-feira (uma semana depois de o homem ter aparentemente desaparecido) e, numa fase inicial, realizou “buscas mais musculadas”, com vários militares, veículos aéreos não tripulados (drones), e cães pisteiros e de deteção de cadáver, na zona de arrozais e caminhos agrícolas entre aqueles dois concelhos do distrito de Coimbra.
O homem falou ao telefone com a irmã, pela última vez, ao final da tarde de dia 20 de julho, quando aparentemente fazia o percurso de bicicleta entre a Figueira da Foz e Montemor-o-Velho e estaria na zona das Pontes de Maiorca, na antiga estrada nacional (EN) 111, contou a própria na rede social Facebook.
“Tem estado incontactável. Não está em casa. (…) Quando falei com ele, julgo que vinha na ponte de Maiorca e os carros ouviam-se a passar a grande velocidade. Tenho receio que alguma coisa grave lhe tenha acontecido”, referiu.
Nessa publicação (que, junto com outras, entretanto realizadas na mesma rede social, conta com mais de 1.300 partilhas) a irmã dirige-se aos “amigos de juventude” da Figueira da Foz, cidade onde Pedro Paiva é bastante conhecido e onde praticou basquetebol no Ginásio Figueirense até à década de 1980.
A fonte da GNR adiantou ainda que foi feita a localização celular do telemóvel do desaparecido, que indicou a freguesia de Ferreira-a-Nova, o que é consistente com a zona leste do município da Figueira da Foz na fronteira com Montemor-o-Velho.
“O perímetro de localização celular é abrangente, tem um raio grande, não indica um ponto específico. Mas têm sido feitos grandes esforços por parte dos nossos militares nessa zona”, explicou a mesma fonte.
Até à reorganização administrativa de 2025 (que revogou parte da realizada em 2013), o território de Ferreira-a-Nova estendia-se, para sul, ao longo da fronteira com o concelho de Montemor-o-Velho, abarcando a parte nascente da antiga EN 111 na zona das Pontes de Maiorca, o nó da autoestrada 14 (A14) e os montes de Santa Olaia (onde existe uma capela com o mesmo nome) e Ferrestelo.
Com a redefinição dos limites das freguesias do ano passado, essa zona sul de Ferreira-a-Nova voltou à freguesia de Santana, que tinha sido extinta em 2013.
Em 2017, o desaparecido esteve envolvido num processo judicial por suspeitas de violência doméstica, tendo, na altura, sido proibido pelo tribunal de Coimbra de entrar na Figueira da Foz, durante seis meses, depois de ter violado uma ordem de restrição anterior que o proibia de contactar com a vítima.
