“A Expofacic está sempre preocupada em modernizar, alterar e em demonstrar que quer sempre inovar”
Presidente da Câmara de Cantanhede, Helena Teodósio, espera que a meteorologia ajude o certame a ter nova edição “extraordinária” | Fotografia: Ana Catarina Ferreira
Arranca hoje, no Parque Expo-Desportivo de São Mateus, em Cantanhede, a 34.ª edição da Expofacic–Exposição/Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede. Na antecâmara de 11 dias da “maior feira-festa” do país, a presidente do Município de Cantanhede e da Comissão Organizadora, Helena Teodósio, revelou as expetativas para o evento.
Recinto recebe, em 2026, mais de 600 expositores e conta com cerca de 200 espetáculos musicais e culturais em sete palcos. Cerca de 50 tasquinhas mostram identidade concelhia e “tesouros” das regiões da Gândara, do Baixo Mondego e da Bairrada.
Uma das novidades na 34.ª Expofacic é uma nova imagem gráfica. Qual é que foi logo o vosso objetivo com esta mudança desta imagem?
No fundo, o que nós pretendemos é demonstrar que a Expofacic, mantendo critérios muito objetivos desde o seu início e ao longo dos anos, também está, sempre, preocupada em modernizar, em alterar e em demonstrar que quer sempre inovar. Neste caso concreto, também é um sinal para, todos os anos, termos uma imagem diferente e diferenciadora, capaz de chamar a atenção.
Temos um grande respeito pela primeira ideia que houve na criação da Expofacic, do Dr. Albano Pais de Sousa, que era a tal feira comercial, industrial e agrícola. Ao longo dos anos, naturalmente, aumentou e extravasou. Ao mesmo tempo, passou a conciliar muitas outras vertentes. Já na altura tinha parte musical e diversão, isso é verdade, mas, tendo sempre como base esta questão económica, determinante para o nosso território. É um evento capaz de agregar outro tipo de fatores que potenciam também esta área mais económica.
Depois de uma “edição extraordinária” em 2025, quais são as expetativas para este ano?
Continuamos a querer que seja sempre extraordinária. Se a parte meteorológica nos ajudar, esse é logo um dos aspetos determinantes. Um dia de chuva, altera tudo. Se as coisas correrem bem, naturalmente que sim, que o que nós pretendemos é que seja mesmo extraordinária. E extraordinária não tem unicamente a ver com números, que são importantes. Evidentemente, se nós tivermos casa cheia, isso é importante, mas queremos que seja uma casa cheia, primeiro, com segurança.
Além do que nós já controlamos em termos de entradas, este ano também temos um outro sistema informático que nos dá, constantemente, através do controlo que fazemos, o número de pessoas que estão nesse momento, em tempo real, dentro da feira. Já houve alturas em que eu tive de decidir fechar.
Aconteceu no ano passado, encerrar as bilheteiras por questões de segurança…
Sim, aconteceu. Decidimos fechar as bilheteiras porque, naturalmente queremos mais gente, mas não queremos insegurança, portanto, esse tal sucesso, para nós, também tem a ver com a questão da segurança dentro da feira. Tudo isto tem estado a ser programado e acho que, se as pessoas saírem de lá novamente a gostar do que viram, do que comeram e do que adquiriram, e os empresários bastante satisfeitos pelo que fizeram em termos de negócio, sempre com essa mesma segurança, naturalmente vai ser extraordinário.
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