Turismo do Centro de Portugal cresce acima da média nacional
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A BTL anuncia que 2026 é “a maior de sempre”, com mais de 1.500 expositores. Qual é a estratégia da TCP para “fazer passar a sua mensagem” num palco tão grande onde estão operadores do turismo nacional e internacional?
A BTL é, de facto, o maior ponto de encontro do setor do turismo em Portugal, uma feira de grande dimensão em que os territórios, destinos e empresas dão a conhecer as suas propostas. Na Turismo Centro de Portugal preparámos uma participação que é o reflexo de uma região diversificada, unida e que surpreende pelo dinamismo e inovação.
A nossa mensagem passa por mostrar um destino perfeitamente sintonizado com as novas tendências de procura e que está de olhos postos no futuro da atividade turística. Para isso, idealizámos uma programação dinâmica, com uma forte componente tecnológica, apresentações de projetos estruturantes para a região, showcookings de grandes chefs e experiências interativas que vão seduzir os visitantes.
De que forma estão estruturados os produtos do território do Centro de Portugal para os vários segmentos de procura?
No Centro de Portugal organizamos a nossa oferta a partir das motivações do turista, e não apenas da geografia administrativa. Trabalhamos com produtos estratégicos transversais a todo o território, que agregam experiências, infraestruturas e narrativa.
Nesse sentido, temos produtos-âncora já consolidados, como o Turismo de Natureza, as Aldeias Históricas, do Xisto e de Montanha, o Turismo Religioso e o Turismo Cultural, entre outros, que respondem a segmentos importantes de procura. Em paralelo, temos vindo a estruturar produtos temáticos que dialogam com nichos em crescimento: o turismo ativo e desportivo, o enoturismo e gastronomia, o termalismo e bem-estar, o turismo industrial e militar.
Em 2026 damos um passo decisivo com a marca “MOVE Centro Portugal – The Sports Region”, que vamos apresentar na BTL. É uma marca que vai organizar toda a nossa oferta desportiva – grandes eventos, centros de estágio, percursos permanentes – numa lógica integrada. Da mesma forma, o projeto “Sabores ao Centro” posiciona a gastronomia como linguagem identitária comum às oito sub-regiões.
Esta lógica permite-nos responder simultaneamente a grandes mercados internacionais e a nichos especializados.
Quais são os produtos turísticos ou destinos do território mais populares, quanto a procura turística?
O Centro de Portugal tem a vantagem de não depender de um único produto. Existem polos com forte notoriedade consolidada, nomeadamente o turismo religioso, o património classificado, as redes das Aldeias Históricas, Aldeias do Xisto e Aldeias de Montanha ou a costa atlântica, por exemplo. Mas mais relevante do que identificar “os mais populares” é sublinhar que estamos a assistir a uma diversificação da procura. O turismo ativo e desportivo tem crescido de forma muito expressiva. O enoturismo e a gastronomia são cada vez mais decisivos na escolha do destino. Tudo isto, em conjunto, tem atraído um visitante que procura autenticidade e contacto com comunidades locais.
Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital de hoje (25/02/2026) do DIÁRIO AS BEIRAS

