Coimbra

“Queremos manter a tradição crítica da AAC, mas com novas linguagens”

18 de dezembro de 2025 às 10 h06
DB/Pedro Filipe Ramos

Assume hoje a presidência da mais antiga associação académica do país. Como é que encara este momento?

Sinto um grande sentido de responsabilidade. A Académica é uma casa histórica, com um peso simbólico enorme, e qualquer presidente quer sair dela deixando-a melhor do que a encontrou. Tenho uma ligação muito forte a Coimbra e à AAC, e quero contribuir para uma associação mais estável internamente e mais ativa politicamente e culturalmente.

Tem apenas 22 anos. É o presidente mais novo da história recente da AAC?

Provavelmente serei um dos mais novos, mas isso é apenas um detalhe. Iniciei o meu percurso dirigente em 2022/23, ainda com 18 anos, e desde então aprendi muito dentro da casa. O importante é ter uma equipa preparada, com um projeto sólido e um compromisso claro de serviço à instituição.

Este mandato começa num momento de contestação em torno das declarações do ministro da Educação sobre as residências universitárias e os alunos com menores rendimentos. Que leitura faz dessas palavras?

Estive presente na sessão em que o ministro falou e achei a intervenção muito infeliz. Mostrou falta de consciência sobre a realidade da ação social em Portugal. A degradação das infraestruturas nas residências e nos serviços não decorre de quem os frequenta, mas sim do subfinanciamento acumulado. Saudamos o esforço de reforma do modelo de ação social, mas repudiamos declarações que deturpem a realidade do sistema.

Pode ler a entrevista completa na edição impressa e digital de hoje (18/12/2025) do DIÁRIO AS BEIRAS

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