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Proprietário da gare de Coimbra apresentou pedido para loteamento do terreno

24 de abril às 10h25
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Os serviços da Câmara de Coimbra receberam um pedido de licença de loteamento para toda a área da gare rodoviária de Coimbra, revelou a vereadora do município com as pastas do urbanismo e transporte.

O proprietário dos terrenos nos quais neste momento funciona a gare rodoviária de Coimbra, situada na avenida Fernão de Magalhães, apresentou um “processo de avaliação de uma operação urbanística de um loteamento para toda aquela área”, afirmou à agência Lusa a vereadora Ana Bastos, quando questionada sobre novos projetos na zona da beira-rio que será servida pelo Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).

A vereadora esclareceu que o processo não implica que o terminal rodoviário seja transformado no curto prazo, mas, face à pretensão do seu proprietário, o município já pediu uma reunião de urgência com a Transdev, que gere e opera aquele espaço, mas que não é proprietária do mesmo.

Ana Bastos frisou que o município, caso o proprietário decida avançar com o processo, irá tentar garantir que a solução só avance depois de concluída a estação intermodal de Coimbra, projetada para a atual Coimbra-B (Estação Velha), no âmbito do projeto da alta velocidade, e que se perspetiva estar concluída em 2030.

“Se autorizo uma operação urbanística antes de termos uma solução, herdamos aqui um problema com o qual não estávamos a contar ter tão rapidamente”, disse a vereadora, admitindo que tem “algumas dificuldades em ver um cenário intermédio provisório”, antes de a estação intermodal estar concluída.

Sem identificar o proprietário, a vereadora reconheceu que a pretensão do proprietário é legítima, mas vincou que o processo encontra-se, por agora, apenas em análise.

“É uma pretensão legítima, avançada pelo seu próprio proprietário e teremos de analisar. Mas não temos informação. Assim que soube da pretensão por parte do proprietário, pedi uma reunião de urgência com a Transdev para perceber as suas pretensões”, aclarou.

Segundo Ana Bastos, o pedido que deu entrada no município prevê a construção de vários prédios naquela área.

Questionada pela agência Lusa, a Transdev afirmou que “não tem qualquer conhecimento de alterações relativas ao funcionamento do terminal rodoviário de Coimbra”.

“Este terminal é uma infraestrutura crítica e essencial na cidade, movimentando anualmente mais de um milhão de passageiros”, vincou fonte oficial da empresa.

A vereadora referiu que já há poucos “espaços expectantes” na zona da frente ribeirinha que, no âmbito do SMM, deixará de ter a ligação ferroviária, esperando-se que a Infraestruturas de Portugal possa também em breve reformular o projeto para os seus terrenos junto à Estação Nova e “formalizá-lo perante a Câmara de Coimbra” (o processo tinha sido suspenso para estar em consonância com o Plano de Pormenor da Estação Intermodal).

Em simultâneo, decorre um outro processo de construção de um edifício de habitação numa parcela entre a rua dos Oleiros e futuro canal do SMM, cujo pedido de informação prévia obteve deferimento condicionado, aprovado na reunião do executivo de 15 de abril, informou.

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