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Opinião- Sempre em frente… não há destino

17 de dezembro às 12h22
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Um Tribuno, ou seja, um orador político de vulto e parlamentar de grande dimensão, é coisa de um passado não muito distante da nossa democracia!

Se olharmos com atenção para as várias listas de candidatos a deputados a nível nacional, seja de que partido for, mas mais acentuadamente nos partidos políticos do centro – Partido Socialista e Partido Social Democrata – percebemos o quanto poderá ser “o vazio” no e do debate parlamentar.

Não tenho, nem ninguém deverá ter, nenhuma reserva mental sobre nenhum dos candidatos a parlamentares, ainda que todos percebamos que qualidade é coisa que não abunda!

Se atentarmos ao que é a lógica parlamentar, mesmo nos debates mais acesos, sabemos que as “grandes intervenções” políticas, a existir, serão efectuadas apenas por alguns que terão mais experiência ainda que bastas vezes de uma enorme falta de conteúdo!

Iremos ser todos confrontados com propostas que radicalizam à esquerda ou à direita, ou pelo contrário, o país será confrontado com uma governação ao centro?

O chamado “Bloco Central”, mesmo a existir, nunca mais será “o” dos interesses, dado que felizmente o mundo mudou a e capacidade de escrutínio aumentou e melhorou substancialmente.

Esse fantasma deverá acabar, apesar de todos sabermos a gravidade de antanho!

“Se andarmos sempre em frente, nunca chegaremos ao destino”!

Portugal não poderá estar desalinhado com a Europa, principalmente porque num futuro muito próximo, e breve, viveremos em emergência económica e social. Só um louco não o percebe. Por tal, antecipar o acontecimento é uma determinante da governação; prever e prover!

Olhando à nossa volta vemos um mundo a viver uma nova guerra fria, com a democracia a impor-se às ditaduras e às oligarquias.

O nosso Parlamento e sobretudo os nossos próximos governantes, não se poderão afastar dos desígnios do Povo. Esta “malta”, alguma dela que nunca teve oportunidade de ver o mar, merece muito mais do que tem. Sobretudo, respeito!

Há um caminho muito longo a percorrer, principalmente após uma grave crise pandémica.

Há uma juventude ávida para ajudar a construir – ou reconstruir – um país com uma longa história de crises. Basta de oportunismos…precisamos de oportunidades!

Existe uma absoluta necessidade dos cidadãos se reverem em quem legitimamente os representa. O que sabem, o que pensam, o que fazem, o que transmitem…se são competentes ou de circunstância!

Embora eu talvez eu consiga imaginar o que acontecerá nos próximos anos parlamentares…quem espera sempre alcança!

No meio de tudo isto, Coimbra cada vez se afasta mais de ser a futura “capital da região centro”, porquanto olhando para o que nos rodeia, nenhuma voz forte e descomprometida terá e estará com força e determinação na Assembleia da República.
Urge mudar…e rapidamente!

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