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Opinião: Portal do arquivo de Nelson Mandela assinala 32º aniversário da sua libertação

12 de fevereiro às 11h10
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Para assinalar o 32º aniversário da sua libertação, nesta sexta-feira, a Fundação Nelson Mandela disponibilizou um portal especial online do vasto acervo documental do líder histórico anti-‘apartheid’ e primeiro presidente negro da África do Sul democrática.
O portal abrange a vida de Madiba, como é carinhosamente conhecido no país, a luta contra o anterior regime do Apartheid e o início da era democrática no país, referiu a Fundação de Nelson Mandela, que recebeu o prémio Nobel da Paz juntamente com o ex-Presidente FW De Klerk, em 1993.
O arquivo documental do ex-Presidente sul-africano, que a Fundação Nelson Mandela reuniu nos últimos 10 anos, pode ser consultado presencialmente em Houghton, antigo bairro da influente comunidade judaica no norte de Joanesburgo.
Segundo a instituição, o arquivo no Centro da Memória (ACoM, na sigla em inglês) pretende ser “um recurso de informação integrado e dinâmico sobre a vida de Nelson Mandela”.
Nelson Mandela, apontou num dos seus escritos na prisão que “a memória é o tecido da identidade”.
Foi libertado em 11 de fevereiro de 1990 da prisão Victor Verster, atual Drakenstein, em Paarl, província do Cabo Ocidental, após 27 anos preso em vários estabelecimentos prisionais do país, incluindo na ilha Robben, ao largo da Cidade do Cabo, ponto de passagem dos primeiros navios portugueses a navegar da Europa à Índia desde o início do séc. XV.
Entre os documentos que podem ser consultados online, contam-se o primeiro discurso de Madiba, na Câmara Municipal da Cidade do Cabo, no dia da sua libertação, e dois blocos de notas sobre cartas que escreveu da prisão entre 1969 e 1971, entre muitos outros.
O antigo chefe de Estado sul-africano, que faleceu em 5 de dezembro de 2013 na sua residência, em Joanesburgo, aos 95 anos, costumava dizer que: “Ninguém conhece verdadeiramente uma nação até que se esteja encarcerado dentro das suas prisões”.

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