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Opinião: Inação climática

22 de abril às 11h43
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A recente decisão do TEDH sobre a inação climática da Suíça abre uma nova página na jornada do ativismo global. Este veredito de Estrasburgo, sobre um Estado não-membro da UE, terá relevância nas futuras discussões sobre o papel das nações na transição climática. Aliás, aqui em Berna, o clima político já começou a aquecer na sequência desta decisão, podendo inclusive funcionar contra os ativistas e ação climática no país. O maior partido da Suíça não poupou nos adjetivos para condenar a decisão: “A decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH) é um escândalo”, classificou o Partido Popular Suíço (SVP/Direita Conservadora) na passada terça-feira. Este é o maior partido do país e criticou duramente a condenação da Suíça por “interferência de juízes estrangeiros”, chegando a pedir que a Suíça se retirasse do Conselho da Europa. Por outro lado, a esquerda celebrou a vitória da Aînées Pour Le Climat que levou o caso ao TEDH. A presidente do Partido Verde, Lisa Mazzone, descreveu a decisão como “uma vitória histórica de importância comparável à do Acordo Climático de Paris”. Os socialistas descreveram a decisão como “um chapada de luva branca na cara do Conselho Federal e sua inação climática”. Ou seja, para já é evidente que a decisão polarizou as forças políticas internas nas suas visões e interpretações da decisão. No entanto, também é verdade que sendo o SVP o maior partido com representação parlamentar na Suíça, esta decisão pode fazer extremar ainda mais, no caso de se tratar de um país não-membro da UE, algumas convicções não ser tão favoráveis ao ativismo climático. Veremos no futuro como esta decisão moldará o discurso e prática dos países e metas nacionais para a transição climática.

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