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Opinião: A inteligência Artificial e o Empreendedorismo jovem

02 de maio às 09h15
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Disclamer: os meus textos partem muitas vezes de eventos e pessoas que me inspiram, porque, assim como tiveram impacto na minha vida, estou certa que os seus percursos terão relevância na vida de outros.
O Job Summit IPC & Science2Business é um dos eventos fundamentais do Politécnico de Coimbra. Organizado pela Incubadora de Empresas – INOPOL, inclui muitos eventos simultâneos, centenas de estudantes procurando oportunidades de trabalho, dezenas de empresas interessadas em os recrutar, diplomados que agora ocupam posições nessas empresas e à procura de talento, investigadores e a sua inovação e projetos em curso, debates sobre temáticas incontornáveis para a vida dos jovens e para a sociedade.
No Job Summit, entre muitas pessoas incríveis, permitam-me que destaque 2 “Miguéis”, de gerações diferentes, ambos empreendedores desde jovens na área de Inteligência Artificial, um com 21 anos e outro de 30, oradores no painel “Inteligência Artificial: Ética, Transformação Profissional e Inovação empresarial”. O Miguel-de-21-anos (vou distingui-los assim), idade semelhante à média de idades da assistência, é já cofundador de 2 empresas especializadas em automação de processos. O Miguel-de-30-anos fundou uma empresa, hoje líder de mercado em manutenção preditiva de veículos de transporte. A inspiração para criarem as suas empresas baseou-se em ver oportunidades onde outros veriam contratempos, visão fundamental para resolver problemas: o problema existe, será que está a ser resolvido? Como posso ajudar a resolver? Para mim, com mais de 30 anos de experiência a ensinar pessoas a resolver problemas via tecnologia (embora a tecnologia, isoladamente, não resolva problema algum) fico sempre impressionada quando as pessoas são o motor de mudanças, ao mesmo tempo que mantêm a disponibilidade para falarem de forma cativante sobre o que fizeram (parece tudo tão simples…) e sem medo de arriscarem e falharem. No fundo, é disso que se trata: tentar, falhar, corrigir, melhorar, tentar, falhar, num ciclo virtuoso de tentativa e crescimento. E assim surgem empresas. E resultam!
No ecossistema de inovação das empresas de Inteligência Artificial, destaco a comunidade online Built In, que agrega startups e empresas de tecnologia, e um texto publicado a 19/04 (autoria de Alyssa Schroer) com 70 empresas de Inteligência Artificial que vale a pena conhecer. 6 óbvias encabeçam a lista – OpenAI, Google, IBM, Microsoft, NVIDIA, Amazon – onde destaco um aspeto interessante: 12 dessas empresas não têm qualquer sede, operando apenas em remoto. Se a história das empresas Apple e Microsoft ficou famosa também pela nostalgia das garagens onde nasceram ( 1975 e 1976 ), já o Facebook ( 2004 ) nos tinha demonstrado que uma boa ideia pode desenvolver-se a partir de qualquer local. O que faz uma ideia ser um bom negócio não é realmente o sítio onde nasceu mas sim a capacidade de chegar a muitos e o espírito GRIT (segundo Angela Duckworth, combinação entre atitude, esforço, entusiasmo e consistência naquilo que fazemos) dos seus ideólogos. E tentar e falhar rápido e voltar a tentar (segundo o Miguel-de-21-anos).

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