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Julgamento do caso da gata fechada na varanda adiado para março

23 de janeiro às 21h36
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A última sessão do julgamento do caso da gata que era fechada numa varanda de um 4.º andar, que opõe o Grupo Gatos Urbanos à dona do animal, foi ontem adiada, por doença do advogado da associação de proteção animal. O julgamento prosseguirá a 6 de março, às 14H45, no Tribunal de Coimbra.

De acordo com a acusação, a dona da gata, arguida neste processo-crime e acusada do crime de maus-tratos a animais de companhia, várias vezes, e “como punição por considerar que o animal se tinha comportado de forma reprovável, colocou a gata na varanda exterior do seu apartamento e fechou a portada”.

Os factos recolhidos pela associação, e que constam no processo, são relativos a 2019 e 2020, período de um ano em que a gata esteve trancada várias vezes na varanda de um 4.º andar de um prédio em Coimbra.
Segundo o Grupo Gatos Urbanos, desde o verão de 2019 até agosto de 2020, foram realizadas “várias denúncias por moradores e transeuntes” e “recolhidas várias imagens e vídeos que comprovam a situação em que o animal se encontrava”.
“O animal acabou por ser retirado em 12 de agosto de 2020, numa difícil operação de resgate que envolveu agentes e operacionais das Polícia de Segurança Pública (PSP), dos Bombeiros Sapadores de Coimbra e o apoio de vizinhos”, refere a associação de resgate e proteção animal, num comunicado.
À data do resgate, a gata, que estava registada com o nome de Pia,  tinha cerca de um ano e meio de vida. As denúncias sobre a sua situação, fechada na varanda, prolongavam-se há pelo menos um ano. Atualmente, a Cacau, nome que lhe foi dado desde o resgate, tem cinco anos.
A gata foi entregue pelas autoridades, há três anos e meio, ao Grupo Gatos Urbanos, até decisão judicial. Segundo a associação, “após o resgate o animal apresentava escoriações, queda de pelo acentuado, auto-traumatismos (arrancava o próprio pelo) e bebia água incessantemente”.

Donos querem o animal
A dona, à qual a acusação imputa o crime de maus-tratos a animais de companhia, exigem a gata de volta e o tribunal vai agora pronunciar-se sobre a quem será entregue.
O Grupo Gatos Urbanos refere, na nota enviada, que “este processo nasceu para tentar evitar que o animal volte a ser sujeito àquela vivência, não o devolvendo a quem o sujeitou a perigo, stress e sofrimento, e permitir que a gata continue a viver em segurança e feliz como está”.

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