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Instalação da Casa das Comunidades no antigo Hospital Pediátrico gera discórdia entre executivo camarário e PS

03 de abril às 10h16
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A proposta de transferências de competências de gestão do antigo Hospital Pediátrico de Coimbra, em Celas, do Estado para a tutela do Município de Coimbra, gerou debate e troca de acusações entre os vereadores do Partido Socialista (PS) e o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva.

A proposta foi aprovada com os votos a favor do executivo municipal e do vereador da CDU, Francisco Queirós mas com a abstenção dos vereadores do PS.

Neste espaço, sem utilização, a autarquia pretende instalar a futura Casa das Comunidades: Centro Transdisciplinar de Apoio à Criação Artística (CTAC). Em causa estão um prédio urbano, com uma área de 672 m2 pertencente ao Estado Português, outro com uma área de 2.300 m2 e um terceiro, com uma área de 15.449 m2, também pertencente ao Estado Português. No total, ocupam uma área de 18.421m2, avaliada em 3,1milhões de euros por um perito da Divisão de Património da Câmara Municipal de Coimbra.

O vereador do PS, José Dias, acusa o executivo municipal de apresentar uma ideia que não tem um projeto, defendendo a ideia de colocar no lado dos cidadãos qual o fim para o antigo Hospital Pediátrico.

José Dias afirma que o documento apresentado tem informações muito pouco detalhadas naquilo que diz respeito ao modelo de gestão e exploração, sobre quem irá no futuro usufruir do espaço, quem vai gerir os custos da operação e sobre o plano de financiamento.

“Não podemos arrancar com projetos e só numa fase posterior pensar como os vamos fazer. Deve ser feito primeiro o trabalho.”, afirmou o vereador socialista que deixou o desafio ao líder camarário para saber qual seria a posição do José Manuel Silva se este projeto fosse apresentado pelo PS.

José Manuel Silva responde que se o projeto fosse apresentado pelo PS diria que “é extraordinário” e desafiava o executivo a finalizá-lo.

O autarca afirma que, no passado, nunca houve projetos e iniciativas que procurassem dar uma oportunidade ao velho Hospital Pediátrico e, o que foi ontem votado, é “um conjunto de ideias e cálculos feitos por grosso. É um esqueleto do projeto de valorização do antigo Hospital Pediátrico”.

José Manuel Silva refere ainda que só após o Estado passar as competências para a autarquia é que vão apresentar projetos.

Ler notícia completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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