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Futebol feminino: Missão cumprida para Mónica

02 de maio às 07h46
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DB/Foto de Pedro Ramos

Está a concluir o seu mandato, na FPF. Qual o grande desafio que fica para o futebol feminino?

O grande objetivo da FPF é que, num futuro próximo, todos os clubes portugueses tenham futebol feminino. Atualmente, contamos com cerca de 18 mil praticantes, entre futebol e futsal. É um número ainda reduzido, em comparação com outros países. Daí a Federação ter traçado a meta dos 70 mil para o ano de 2030.

É um grande desafio…

Enorme. Mas requer o trabalho de todos, das famílias aos clubes e às associações, num plano de crescimento sustentável. Agora, é preciso dizer que, com a realidade atual, termos chegado onde chegámos é muito, mesmo muito, bom e isso só evidencia quanto talento há em Portugal.

Há 10 anos, a Mónica assumia como objetivo tornar o futebol feminino atrativo para as praticantes, para os clubes e para os sponsors…

Admito que é um desígnio que não estará ainda totalmente garantido, mas vejo, finalmente, que o padrão cultural parece estar a mudar. Cada vez mais vemos meninas a jogar futebol, com as mães e pais a apoiarem de forma natural. Mas também no que respeita às referências em campo houve uma grande mudança, talvez mesmo a maior da última década. Dantes, no meu tempo de selecionadora, era raríssima a menina que identificava uma jogadora mulher como ídolo e hoje em dia são inúmeras as atletas de top nacional que são conhecidas, que são seguidas nas redes e que são verdadeiras referências para as mais novas, e não só no futebol mas noutras intervenções sociais.

É relevante a dimensão social da atleta profissional?

Claro que é. E vemos cada vez as nossas jogadoras a saberem as suas responsabilidades, onde podem chegar com a sua imagem e com o seu comportamento. É muito bom saber que elas, agora com 28/30 anos, tenham conseguido incorporar todos os ensinamentos que lhes transmitimos, desde os 17/18 anos, e poderem agora ser exemplo para as novas gerações. Tenho imenso orgulho em, olhando agora para trás, sentir que contribuí de forma decisiva para moldar esta geração de jogadoras internacionais, que já passou pelos mais altos palcos competitivos e que se assume como referência da modalidade.

A referência é a seleção A. Como antevê a sua evolução?

O que espero é que Portugal continue a marcar presença em fases finais. Este ano, tivemos a felicidade de ver as nossas sub-17 apurarem-se para o Europeu, onde estão apenas oito equipas. Esta é uma geração muito interessante, com meninas de muita qualidade, que poderão chegar a uma equipa A muito rapidamente. Mas, ao nível dos seniores, o que queremos é não falhar, desde logo o próximo Campeonato da Europa, na Suíça, e depois de novo o Mundial.

Ler entrevista completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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