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Fernando Madureira condenado a sete meses de prisão com pena suspensa

23 de maio às 11h18
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Fernando Madureira, ex-líder dos Super Dragões, foi hoje condenado a sete meses de prisão, com pena suspensa, no caso de agressões a adeptos do Benfica e a agentes policiais antes de um jogo de hóquei em patins, em 2018.

Sete elementos dos Super Dragões, entre os quais o ex-líder, foram condenados, no Porto, a penas suspensas entre os cinco e os 15 meses, pelo crime de participação em rixa sob forma tentada.

A julgamento estavam nove arguidos acusados de terem agredido adeptos do Benfica e agentes da PSP antes de um jogo de hóquei em patins entre ‘dragões’ e ‘águias’, em 2018, mas o tribunal considerou apenas provado a participação em rixa sob forma tentada e não consumada.

O juiz do Tribunal do Bolhão condenou Fernando Madureira, que assistiu à leitura da sentença por videoconferência, a sete meses de prisão com pena suspensa por um ano e Hugo Carneiro, conhecido por ‘Polaco’, a 15 meses com pena suspensa por dois anos, sendo que ambos estão detidos no âmbito da Operação Pretoriano.

Além daqueles dois arguidos, outros três foram condenados a penas de oito meses e dois de cinco, todas suspensas por um ano, sendo que a todos os condenados foi aplicada a pena acessória de inibição de entrada em recinto desportivo durante 18 meses.

O tribunal absolveu ainda dois arguidos, por considerar que não foi provada a sua participação nos incidentes, que resultaram em ferimentos em dois agentes policiais.

Os factos remontam a incidentes registados em 07 de abril de 2018 nas imediações do pavilhão do FC Porto, mais concretamente na estação de metro Estádio do Dragão, em que os agentes de autoridade presentes no local evitaram uma rixa entre adeptos dos dois clubes.

Foram arremessadas pedras, garrafas, paralelos da calçada – um dos quais feriu com gravidade um agente na cara – artefactos pirotécnicos e uma tocha, tendo o tribunal dado como provado o envolvimento dos sete arguidos condenados.

Na medida da pena, o juiz explicou que teve em conta os diferentes graus de envolvimento dos arguidos, tendo considerado que Fernando Madureira, que agiu de cara tapada, mas que foi reconhecido pela roupa, liderou o ataque, sem contudo ter ficado provado que arremessou objetos.

Os agentes policiais presentes no local protegeram os adeptos do Benfica, pelo que no entendimento do juiz não houve crime de rixa, mas sim rixa sob a forma tentada, e tiveram que recorrer a tiros de ‘shotgun’ de balas de borracha para dispersar os adeptos.

Autoria de:

Agência Lusa

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