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Coimbra: Comunidade hip-hop cresce longe dos olhares da cidade

15 de fevereiro às 08h19
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DB/Foto de Pedro Ramos

São 21H15. Sob o viaduto da ponte Rainha Santa Isabel, o silêncio apenas é quebrado pela velocidade dos carros que passam por cima da estrutura e pelos passos de alguns jovens que vão chegando.
Ainda é cedo, mas Luís Vieira (conhecido por Shark) percorre o Skate Park do Vale das Flores e apressa-se a marcar, num bloco A4, os participantes na roda. Quando pára, por uns minutos, pousa as notas junto a um graffiti onde alguém escreveu: “O silêncio é o grito mais alto”.
Porém, durante esta noite, a palavra tem que sair certeira nesta tribuna pública, onde os rappers, à vez, lançam temas como a segregação, o machismo, a desigualdade económica, a pobreza ou o racismo.
Nas batalhas da RodaoCentro, as regras são simples e o improviso é uma arma. Em cada sessão, os rappers – ou MC’s – competem entre si, em batalhas de um contra um, até se chegar ao vencedor, escolhido por um júri e pelo público.

As vertentes do hip-hop

Mas há mais neste palco, para além das batalhas: há artistas que encontram nesta roda uma oportunidade para mostrar o que compõem, há beatbox, breakdance e street art. Há uma rapariga que declama um poema com o ritmo de um coração em sobressalto.
“A cultura hip-hop não é só rap. O rap é composto pelo MC que escreve as rimas, pelo beatmaker que faz a música, mas também pelas pessoas que dançam break, ou pelos grafiters”, refere Betina, poeta e uma das voluntárias da RodaoCentro, que junta centenas de pessoas todas as quintas-feiras no Skate Park.
“A roda tem o intuito de congregar as pessoas através da música, mas todos aqueles que estão dentro do círculo gravitacional dessa cultura urbana de rua constituem o hip-hop”, acrescenta.

Ler notícia completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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