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Bispo de Coimbra alerta que há IPSS a correrem o risco de entrar em insolvência

09 de junho às 10h20
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O Bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, afirmou esta semana à Rádio Renascença que a grande maioria das instituições de solidariedade social estão “sem margem e folga” financeira para acudir à grande maioria dos pedidos que lhe são formulados. Apesar de estarem a conseguir “com generosidade e boa vontade dar a volta à situação”, o prelado reconheceu que essa situação se deve ao facto do Estado ter “a tendência de empurrar para as instituições particulares grande parte de uma responsabilidade que lhes cabe”, agravado pelo facto de este não colocar “à disposição, através dos acordos estabelecidos, o financiamento que as instituições necessitam para realizar de forma adequada essa missão”. “Os poderes públicos têm de olhar para as IPSS como um parceiro e nunca como um concorrente”, frisou.

Notícia completa na edição impressa e digital do DIÁRIO AS BEIRAS

 

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3 Comentários

  1. Peregrinante 333 diz:

    Ah, Sr.Löparen de Coimbra…! Pois… O Estado prover tudo? Isso poderá bem ser uma distorção de possibilidade num Mundo tal que.
    O Sr.Löparen de Coimbra pode até ter muito boas intenções com o repto lançado ao Estado, mas não leu certamente o Adam Smith, The Wealth of Nations, An Inquiry Into the Nature and Causes of the Wealth of Nations, nem tão pouco The Theory of Moral Sentiments. Ou estarei enganada?
    Não será a verdadeira medida da riqueza de uma nação, não o tamanho do tesouro do seu rei ou as posses de uns poucos ricos, mas sim os salários dos “laboring poor”?
    É um assunto de simples equidade que “No society can surely be flourishing and happy, of which the far greater part of the members are poor and miserable. It is but equity, besides, that they who feed, clothe, and lodge the whole body of the people, should have such a share of the produce of their own labour as to be themselves tolerably well fed, clothed, and lodged.”

  2. Peregrinante 333 diz:

    É bem sugerido pelo Sr. Adam Smith, que a grande riqueza de alguns geralmente beneficia o resto da sociedade, pelo menos em termos materiais e a longo prazo: “The houses, the furniture, the clothing of the rich, in a little time, become useful to the inferior and middling ranks of people”.
    Também é verdade que o mesmo Sr. Adam Smith afirma que o consumo conspícuo dos ricos encoraja a produtividadee o emprego de muitos, pelo que um certo grau de desiguladade parece ter as suas vantagens.
    Mas o que recebeu, tem recebido e continua a receber pouca atenção (e mesmo por parte da ala esquerda contemporânea), é o facto de o mesmo Sr. Adam Smith ter identificado profundos problemas com a desigualdade económica, cujas preocupações dizem respeito à falta de sympathy (traduzida livremente por empatia, por ser o termo de semântica contemporânea mais próxima do de sympathy), termo que serve para denotar o processo de imaginativamnete um qualquer exemplar humano se projectar na situação de outrem. E dizia então assim o Sr. Adam Smith: “On the contrary, as we are always ashamed of our own envy, we often pretend, and sometimes really wish to sympathize with the joy of others, when by that disagreeable sentiment we are disqualified from doing so.We are glad, we say, on accountof our neighbour’s good fortune, when in our hearts, perhaps, we are really sorry. We often feel a sympathy with sorrow when we would wish to be rid of it; and we often miss that with joy when we would be glad to have it. The obvious observation, therefore, which it naturally falls in our way to make, is, that our propensity to sympathize with sorrow must be very strong, and our inclination to sympathize with joy very weak.
    Notwithstanding this prejudice, however, I will venture to affirm, that, when there is no envy in the case, our propensity to sympathize with joy is much stronger than our propensity to sympathize with sorrow; and that our fellow-feeling for the agreeable emotion approaches much more nearly to the vivacity of what is naturally felt by the persons principally concerned, than that which we conceive for the painful one.”

  3. Peregrinante 333 diz:

    Deverá ser por isto que, e segundo o Sr. Adam Smith, as pessoas sentem prontamente mais empatia pelos ricos do que pelos pobres: “The rich man glories in his riches, because he feels that they naturally draw upon him the attention of the world, and that mankind are disposed to go along with him in all those agreeable emotions with which the advantages of his situation so readily inspire him. At the thought of this, his heart seems to swell and dilate itself within him, and he is fonder of his wealth, upon this account, than for all the other advantages it procures him.”, enquento que o pobre “(…), on the contrary, is ashamed of his poverty. He feels that it either places him out of the sight of mankind, or, that if they take any notice of him, they have, however, scarce any fellow-feeling with the misery and distress which he suffers. He is mortified upon both accounts; for though to be overlooked, and to be disapproved of, are things entirely different, yet as obscurity covers us from the daylight of honour and approbation, to feel that we are taken no notice of, necessarily damps the most agreeable hope, and disappoints the most ardent desire, of human nature. The poor man goes out and comes in unheeded, and when in the midst of a crowd is in the same obscurity as if shut up in his own hovel.”

    Na Theory of Moral Sentiments, dá uma explicação o Sr. Adam Smith porque, e de um modo geral, os ricos são mais notados do que os pobres, mas também porque são mais aprovados, admirados, emulados.

    O problema, é que esta distorção das empatias das pessoas, de um modo geral, parece ter consequências adversas, porque, e dizia o Sr. Adam Smith, esta admiração por exemplares que, o mais das vezes, nada têm de admirável, é moralmente problemática e pode até corroer a felicidade: “This disposition to admire, and almost to worship, the rich and the powerful, and to despise, or, at least, to neglect persons of poor and mean condition, though necessary both to establish and to maintain the distinction of ranks and the order of society, is, at the same time, the great and most universal cause of the corruption of our moral sentiments. That wealth and greatness are often regarded with the respect and admiration which are due only to wisdom and virtue; and that the contempt, of which vice and folly are the only proper objects, is often most unjustly bestowed upon poverty and weakness, has been the complaint of moralists in all ages.”. O retrato fiel e realisticamenbte pintado mostra-nos as “superior stations” impregnadas de “vice and folly,” “presumption and vanity,” “flattery and falsehood,” “proud ambition and ostentatious avidity.”

    Mas o Sr. Löparen de Coimbra poderá realizar um estudo experimental (sempre com grupo controlo, claro) na cidade de Coimbra, e junto da agremiação do Lions e dos Rotaries, e demais plutocratas de eleição, para colocar a teste estas afirmações do Sr. Adam Smith, id est, se as assumpções da generalidade dos ricos na terra, serão ou não justificadas.

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