Francisco Neto: “Há competência e qualidade em todos os distritos do país”

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FPF

Lidera a seleção nacional feminina desde 2014 e já conseguiu uma inédita presença na fase final do Mundial e do Europeu. Qual foi/ é o segredo para Portugal ter conseguido estar entre a elite do futebol feminino?

O segredo é tudo o que está em redor do Francisco e da equipa. O segredo são, nitidamente, as jogadoras. Isto é para elas. Nós somos uma peça a mais no crescimento. A nossa missão é ajudá-las a crescer e a serem melhores.
Para além do staff federativo há os clubes, com aquilo que é o potenciar as jogadoras, porque elas estão mais tempo com os clubes do que connosco, e as associações distritais, também, naquilo que é o fomento e o aumento das competições e da qualidade da jogadora.
O segredo nunca passará só por uma pessoa ou um conjunto de pessoas. É uma aposta muito grande da FPF, encabeçada pelo Dr. Fernando Gomes e depois, no espaço específico do feminino, pela professora Mónica Jorge. O grande mérito é das jogadoras porque acreditaram naquilo que este grupo e este staff lhes foram passando.

Vai começar a fase de apuramento para o próximo europeu em 2025. Com Irlanda do Norte, Malta e Bósnia, as “navegadoras” podem ser consideradas favoritas?

Sim, mas no futebol o favoritismo é algo muito estranho. Nitidamente temos, acima de tudo, responsabilidade. Responsabilidade porque somos a equipa mais cotada no ranking e isso foi algo que nós batalhámos para conseguir alcançar. Responsabilidade porque fomos aos dois últimos europeus e estivemos no último mundial. Temos essa responsabilidade acrescida connosco, no entanto, também que temos que ter a humildade e o respeito pelo adversário. Sabemos que há uns anos atrás, nós não éramos uma das equipas que era das primeiras do pote e não foi isso que nos impediu de ter a ambição de chegar às fases finais. Ao mesmo tempo, temos que ter o respeito, porque sabemos que o ranking não ganha jogos e nós temos que respeitar os adversários.

Gosta da alcunha “navegadoras” ?

Acho muito interessante e acho que representa mesmo muito a seleção. É feliz e por isso fizemos questão de ficar com ele. Era algo que nós passámos muito às jogadoras, esta coragem que os portugueses tiveram. Nós demos a volta ao mundo, não tivemos medo de nada e fomos por aí além. Nós revemo-nos na história dos navegadores portugueses.

O leque de selecionáveis tem aumentado bastante. Tem tido boas “dores de cabeça” para fazer as convocatórias?

Sim, felizmente sim. Temos aumentado muito o número de jogadoras aptas para jogar num contexto internacional. As nossas gerações de formação, fruto de um trabalho incrível dos nossos treinadores, dos clubes e das associações, têm potenciado ao máximo as jogadoras. As jogadoras chegam à seleção A cada vez mais aptas. Claro que isso dá dores de cabeça. Sabemos que cada decisão nossa cria uma ilusão muito grande nas que vêm e uma desilusão muito grande nas que ficam de fora. O grande critério é o rendimento.

Sente que a federação, clubes e associações têm estado “lado a lado” no crescimento do futebol feminino?

Sem dúvida. Claro que há outros, mas esses três são fundamentais. Sem eles é impossível, basta um deles não estar a funcionar para que o desenvolvimento não tenha a mesma fluidez, e não é só para o futebol feminino, é para todas as modalidades. A FPF, com o seu investimento e por ser quem tem a missão de organizar e fomentar o desporto, neste caso, no feminino, tem essa visão, seja através dos programas que pode implementar ou de apoios. Os clubes e as associações são “as filhas” da FPF e são a base do crescimento de todas as modalidades. Este triângulo é essencial para que qualquer desporto possa crescer em Portugal.

Ler entrevista completa na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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