EUA são o maior obstáculo ao fim do conflito em Gaza

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Os Estados Unidos vetaram mais uma vez, no passado dia 20, um projeto de resolução apresentado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre Gaza. Proposto pela Argélia em nome dos países árabes, o projeto visa alcançar um cessar-fogo imediato em Gaza, libertar reféns, garantir acesso aos fornecimentos humanitários e opor-se ao deslocamento forçado das populações. Trata-se de consensos alcançados pelo Conselho de Segurança e pela comunidade internacional para colocar um fim à guerra. Os Estados Unidos, no entanto, usaram mais uma vez o seu veto.

A justificação apresentada pelos Estados Unidos é que “prejudicaria as negociações em curso entre as partes palestiniana e israelita sobre a questão dos reféns”. Os analistas consideram que este argumento não tem fundamento.

Se a resolução for aprovada, ajudará a criar uma atmosfera propícia ao diálogo e será uma oportunidade importante para um cessar-fogo que ponha fim à guerra. Além disso, o projeto de resolução apela a Israel para que cesse as operações militares na Faixa de Gaza, o que também ajudará a um avanço na mediação entre as partes e à rápida “troca de prisioneiros” entre a Palestina e Israel.

Os membros do Conselho de Segurança, incluindo a China, expressaram a sua insatisfação e desapontamento com o reincidente veto dos Estados Unidos.

Analistas acreditam que o veto se deve à situação interna dos Estados Unidos. Os judeus são uma das maiores minorias étnicas nos Estados Unidos, além de serem financiadores das eleições norte-americanas. Os políticos têm medo de ofender Israel e isso afetar as eleições deste ano. Além disso, políticos norte-americanos também tentam ganhar espaço e tempo para Israel no campo de batalha.

De acordo com esses analistas, a raiz deste novo conflito em Gaza reside no facto de que o direito da Palestina a um Estado independente nunca foi levado a sério pelos Estados Unidos e por Israel. Washington deixou de organizar diálogos de paz entre as duas partes em 2014 e permitiu que Israel invadisse terras palestinianas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

A verdade é que um cessar-fogo e o fim da guerra em Gaza já se tornaram um consenso global. Mas os Estados Unidos vetam, por um lado, projetos de resolução para um cessar-fogo, e, por outro lado, continuam a prestar assistência militar a Israel, contribuindo para a propagação e a escalada do conflito no Médio Oriente.

Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China”.

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