Cantanhede reabilita edifício para criar Centro de Alojamento e Emergência Social

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A Câmara de Cantanhede vai arrancar, em março, com a reabilitação de um edifício, onde será instalado um centro de alojamento e emergência social (CAES), num investimento superior a 833 mil euros, anunciou hoje a autarquia.

“Com esta obra estamos a construir um equipamento social para as pessoas confrontadas com situações de perigo ou desproteção decorrentes da ausência de condições mínimas de subsistência e que exigem uma resposta social imediata”, sublinha a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, esta autarquia explica que a obra arranca depois ter sido aprovada uma candidatura submetida à Bolsa de Alojamento Urgente e Temporário, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

O investimento global ultrapassa os 833 mil euros e visa a criação de condições de acolhimento de dez pessoas, durante 72 horas, em edifício a reabilitar, numa zona do concelho que preferem não identificar para proteger quem for acolhido.

“Trata-se de fazer acolhimento de curta duração para afastar essas pessoas do perigo a que estejam expostas e, em simultâneo, encontrar uma resposta habitacional mais adequada”, aponta a autarca.

A empreitada de requalificação do imóvel, onde irá funcionar o CAES de Cantanhede, a iniciar em março e com prazo de execução de 270 dias, prevê a substituição de caixilharias, alterações ao nível do sistema de aquecimento, incluindo a colocação de painéis solares.

Prevê ainda trabalhos de beneficiação das coberturas e fachadas, para além da criação de mecanismos para facilitar o acesso a pessoas de mobilidade reduzida, bem como ganhos de eficiência energética e sustentabilidade futura.

De acordo com Helena Teodósio, o Centro de Alojamento e Emergência Social de Cantanhede ficará integrado na Rede de Cooperação que tem vindo a ser construída a nível nacional, ajudando “a mitigar o sofrimento das pessoas numa fase inicial”.

“Os serviços contemplarão apoio ao nível do acompanhamento do cidadão, alojamento de emergência, alimentação, higiene pessoal, tratamento de roupas e apoio psicossocial por equipa especializada”, acrescenta.

O novo equipamento social, com diferentes tipologias de quartos, será ocupado por períodos de 72 horas, por pessoas indicadas pela Segurança Social (entidade com responsabilidade na gestão de vagas desta resposta social).

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