Eleições: Nuno Melo diz que a mudança no país está na AD e não no voto de protesto (C/ÁUDIO)

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O presidente do CDS/PP, Nuno Melo, apelou hoje ao voto na Aliança Democrática (AD) dizendo que é aí que está a mudança e não no voto do protesto, ou seja, em partidos “do populismo e radicais”.

“Nos populismos radicais ou o vazio absoluto, ou o mimetismo do Bloco de Esquerda [BE], não há terceira possibilidade”, começou por dizer Nuno Melo, ao longo de um discurso de 20 minutos, no final do encontro dos cabeças de lista da Aliança Democrática (AD) no Luso, Mealhada, distrito de Aveiro.

Nuno Melo apresentou exemplos para. De seguida, pedir aos eleitores para terem “noção que, quanto mais o populismo radical cresça, mais o PS fica próximo de vencer e o Pedro Nuno Santos próximo de ser primeiro-ministro”.

“Porque não há duas alternativas. Ou o PS fica mais quatro anos no Governo ou surge uma alternativa, e essa alternativa é a AD, com Luís Montenegro a primeiro-ministro, com quadros credíveis, com tolerância, com inteligência (…). Não há uma terceira alternativa”, defendeu.

Isto, porque, “a maior parte do povo” português “tem todas as razões para se sentir profundamente revoltado por estes oito anos e pelo estado a que o país chegou” e os candidatos da AD devem “ser os primeiros a reconhecê-lo”.

“Mas o que me parece evidente é que esta revolta e este sentimento de revolta tem de ser transformado em mudança através de uma vitória da AD e não num protesto ruidoso, mas que depois é estéril se não servir para outra coisa que não seja ajudar o PS a manter-se no poder. A revolta tem de ser transformada em mudança e não em protesto”, apelou.

Este apelo ao voto surgiu depois de dar exemplos das propostas do BE que o Chega “copia” de seguida, como “um imposto sobre a banca para financiar os problemas do crédito” e, de seguida, o Chega copiou “quis transformar o PRR [Plano de Recuperação e Resiliência] em subsídios às rendas”.

“O BE propôs um imposto sobre os lucros das gasolineiras, o Chega subiu a parada, propôs um imposto sobre 40% dos lucros das gasolineiras esquecendo, entre outras coisas, e era bom que nisso fosse avisado o André [Ventura] e a Mariana Mortágua que, quem paga os impostos sobre as gasolineiras não são as empresas, somos nós, quando abastecemos” os veículos, apontou.

Nuno Melo destacou ainda a proposta do BE para “aumentar as pensões mínimas, equiparando-as ao salário mínimo nacional” e “vai daí, sem pegar na máquina de calcular, o Chega copiou a ideia para assumir o disparate de um buraco nas contas públicas, permanente, de mais de 14.000 milhões de euros (ME)”.

“Isto, na verdade, não tem que ver com sensibilidade social, tem a ver com delírio de quem não percebe que, no dia seguinte, o orçamento de Estado tem que garantir aquilo que é a existência de um país”, atirou.

Nuno Melo considerou que “as promessas eleitorais têm custos e as pessoas têm de ser chamadas a responder por elas” e, a propósito dos 14.000 ME, deu exemplos equivalentes ao valor como “oito aeroportos do Montijo, dois aeroportos de Alcochete”.

Ou ainda, entre outros, o equivalente a “três TAP, o dobro de todos os impostos pagos anualmente de todas as empresas em Portugal, mais de dois terços do orçamento anual do Serviço Nacional de Saúde e quase 50% do orçamento da Educação”.

Neste sentido, acusou o Chega de “uma enorme falta de respeito por todos os contribuintes e por todos” os cidadãos para acrescentar que tem “lido por aí que Portugal precisa de uma limpeza”.

“Devo dizer que sim, que é verdade. Portugal precisa de uma limpeza começando pela limpeza da mentira, da manipulação básica de emoções e pela limpeza da demagogia. Nós não somos nada disso”, defendeu.

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