Universidade de Coimbra simula classificação energética da iluminação pública

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A Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma plataforma informática que permite aos municípios simularem a classificação energética da iluminação pública, revelou hoje aquela instituição de ensino superior.

Numa nota de imprensa enviada à agência Lusa, a Universidade de Coimbra indicou que a plataforma informática, desenvolvida pelo Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), será apresentada publicamente na sexta-feira, no Planetário de Marinha Portuguesa, em Lisboa.

“O Sistema de Gestão dos Consumos de Iluminação Pública (SGCIP) permite a avaliação e classificação energética das vias públicas, por meio de um simulador criado para o efeito, tendo em consideração a iluminação pública já instalada”, destacou Fernando Martins, do instituto do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores (DEEC) da FCTUC.

Segundo o investigador, esta medida contribui para a implementação do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 (PNEC), “ao responder à necessidade de criar um sistema que visa promover a eficiência no consumo energético da infraestrutura nacional de iluminação pública”.

A plataforma informática, financiada no âmbito do Plano de Promoção da Eficiência no Consumo de Energia, aprovado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), é de acesso livre e destina-se exclusivamente à gestão da iluminação pública de cada município, pelo que estará disponível para os 308 municípios do país.

De acordo com Fernando Martins, a criação e aplicação da metodologia de avaliação do desempenho energético da iluminação nas vias públicas irá sensibilizar as autoridades locais para a necessidade de melhorarem a eficiência energética dessas infraestruturas, criando uma competição saudável entre municípios, freguesias, bairros e ruas.

“O efeito esperado será semelhante ao de outras ferramentas e mecanismos já existentes, como a etiqueta energética de produtos e o sistema de certificação energética de edifícios. O impacto destas ferramentas é reconhecido e a sua mais-valia é de extrema importância na tomada de decisão por parte do consumidor final, que, neste caso, será o responsável político local”, acrescentou.

No entender do investigador, a plataforma SGCIP disponibiliza “uma poderosa ferramenta de cálculo luminotécnico para a elaboração de projetos de iluminação pública novos ou para requalificações”.

“Deverá ter impacto positivo na sensibilização dos profissionais da área da energia para a importância da eficiência energética, na qualidade dos projetos de iluminação pública e na utilização dessas infraestruturas”, referiu.

A medida visa ainda sensibilizar os cidadãos para as vantagens da eficiência energética, promovendo uma cultura de responsabilidade na utilização de iluminação pública adequada às necessidades, contribuindo assim para a redução dos impactos negativos no meio ambiente.

Para além da apresentação desta plataforma, na sexta-feira serão também abordadas algumas consequências negativas da falta de eficiência na iluminação pública, com destaque para a poluição luminosa, temáticas que contam com a intervenção da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e do Instituto Astrofísico das Canárias.

A ocasião servirá ainda para debater o futuro da Iluminação Pública no contexto do PNEC2030, numa mesa-redonda que reunirá entidades como a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Agência para a Energia (ADENE), Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG), Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) e ERSE.

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