Ministro diz que não perdeu totalmente a esperança de uma negociação com os médicos

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DB/Foto de Pedro Ramos

O ministro da Saúde, Manuel Pizarro, admitiu hoje que não perdeu totalmente a esperança de uma negociação com os médicos, no entanto, considera que também é necessário que os sindicatos se aproximem das posições do Governo.

“É muito diferente a circunstância que vivemos hoje, em que vai haver eleições legislativas no dia 10 de março, ainda assim, não perdi totalmente a esperança de uma negociação. É preciso também que os sindicatos se aproximem das nossas posições”, sustentou.

No final da cerimónia de assinatura do auto de transferência de competências no domínio da Saúde, que se realizou ao final da manhã, no salão nobre dos Paços do Município de Coimbra, o governante disse aos jornalistas que, ao longo das negociações, vem sendo feita progressivamente uma aproximação às posições sindicais.

“Tenho em vários momentos a sensação de que o que nos separa é já relativamente pouco. Essa é a sensação que eu também tenho agora e vamos ver o que é que os sindicatos nos dizem amanhã [terça-feira]”, referiu.

Manuel Pizarro explicou aos jornalistas que, já a última ronda de negociações, que ocorreu na última quinta-feira, foi “mais delicada” que as anteriores.

“Sendo verdade que o Governo está em plenitude de funções, não é menos verdade que é diferente governar com a expectativa de uma legislatura. Havia várias medidas que nós aceitávamos implementar porque éramos nós os responsáveis pela adaptação do Serviço Nacional de Saúde, que permitiam dar solidez a essas medidas”, justificou.

Momentos antes, o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, José Manuel Silva, tinha partilhado a sua preocupação com o atual estado do Serviço Nacional de Saúde.

“Senhor ministro, como médico, deixo um apelo de médico para médico, para que de facto seja possível chegar a um acordo com os médicos, para que não se depaupere ainda mais o Serviço Nacional de Saúde”, apelou.

Segundo o autarca, o SNS está em crise e precisa de medidas urgentes.

“Diria que não há nada por diagnosticar nas questões relacionadas com o Serviço Nacional de Saúde e as terapêuticas a aplicar também são conhecidas”, argumentou.

Aos presentes disse ainda esperar que, na próxima terça-feira, seja possível “ir um pouco mais longe nas negociações”, de forma que seja possível trazer-se “paz social ao Serviço Nacional de Saúde”.

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