“Principal objetivo da ESEC é estar em condições de preencher os critérios para a abertura de doutoramentos no Politécnico”

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DB/Foto de Ana Catarina Ferreira

Quais os grandes objetivos que a ESEC tem para os próximos dois anos?
O nosso principal objetivo é estar em condições de preencher todos os critérios que vierem a ser fixados para a abertura de cursos de doutoramento no Politécnico. Isso implica ter um projeto educativo sólido e capaz de responder às necessidades da sociedade – o que pensamos que já está suficientemente conseguido e reconhecido, quer por estudantes, quer pelos empregadores, quer ainda pela comunidade –, mas implica, também, um reforço significativo da investigação feita com enquadramento institucional no IPC.
Por razões que não temos tempo de analisar nesta entrevista, os docentes da ESEC desenvolveram, até agora, a sua atividade de investigação em estruturas de outras instituições, nomeadamente da Universidade de Coimbra. Este tipo de enquadramento reconhece à ESEC nenhum papel institucional, pelo que importa alterá-lo. A solução ideal seria conseguir que esses centros fizessem uma parceria institucional com a ESEC e com o IPC. Infelizmente, a UC não deu abertura a esta solução, que seria, estou convicto, a que melhor servia ambas as instituições, pelo que tivemos de procurar alternativas. Este trabalho está a decorrer e estará concluído logo que termine o ciclo de avaliação que a Fundação para a Ciência e a Tecnologia está a iniciar. No fim deste processo pensamos ter no IPC, pelo menos, mais três centros de investigação em áreas em que a ESEC faz formação e em que pretende vir a outorgar doutoramentos.

O que diferencia a ESEC, face a escolas com currículos semelhantes, que justifiquem a escolha dos alunos
A ESEC tem características únicas no panorama das escolas de ensino superior em Portugal. Juntamos, num mesmo projeto educativo, formações tão diversas como a formação de educadores e professores, a comunicação, o turismo, a gastronomia, as artes plásticas e performativas, o design, o desporto, a intervenção socioeducativa e a Língua Gestual Portuguesa. Esta característica cria uma cultura organizacional e um ambiente de aprendizagem favorável à criação de percursos formativos e projetos pedagógicos inovadores.
As nossas formações, para além de proporcionarem aos estudantes a oportunidade de percorrerem, sem saírem da ESEC, diversos níveis de graduação – CTeSP, licenciaturas, mestrados e pós-graduações –, na mesma área ou em áreas que se cruzam e complementam, também incluem estágios e projetos realizados em ambiente profissional.

Como se caracteriza a postura do corpo docente face às transformações curriculares que a adaptação ao mercado exige?
A comunidade da ESEC – trabalhadores docentes, não docentes e estudantes – esteve sempre bastante comprometida e empenhada na criação do projeto educativo inovador que colocou a ESEC numa posição de liderança entre escolas congéneres. Não podia, aliás, ser de outra forma. Nada duradouro se constrói sem a participação e o contributo decisivo da maioria. Fomos sempre uma escola onde o debate e o confronto de opiniões são incentivados, e que sempre procurou dirigir essa energia para a procura de soluções. A adaptação dos cursos às exigências do mercado de trabalho é uma área onde, fruto desse debate e participação, temos encontrado soluções diversificadas em função da natureza dos cursos e da dinâmica do mercado empregador.

Ler notícia completa na edição impressa e digital de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS

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