Opinião: Cidades geminadas – Reforçar laços

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Na semana passada, acompanhei uma visita do Governador da província de Nagasáqui a Portugal, um acontecimento importante, memorável e inédito. Nagasáqui, além de ser pioneira em muitos aspetos nesta relação pluricentenária, foi também a primeira cidade japonesa a estabelecer uma geminação com uma portuguesa, o Porto, em 1979.
O bom relacionamento entre os Estados português e japonês, com as suas múltiplas convergências e proximidades, é amplamente conhecido e divulgado. No entanto, arriscaria afirmar que a proximidade entre os cidadãos e as instituições é o que realmente constrói relações enérgicas e duradouras entre países. É nessa dinâmica que a geminação normalmente se desenvolve, abrangendo quatro áreas: intercâmbio de jovens, de negócios, cultural e de personalidades.
Como exemplos concretos, posso citar os programas de “homestay” para os mais novos, que lhes permite imergir nessa cultura distinta, distante e tão atrativa nos dias de hoje. Esse processo alimenta muitas outras formas de cooperação, como as trocas culturais e artísticas. Outra área de especial interesse é o intercâmbio de negócios, através do envio de missões empresariais e especialistas, que impulsionam o comércio, a criação de oportunidades de investimento e a colaboração direta entre as empresas. Não devemos esquecer também o intercâmbio de personalidades nas áreas do desporto, cultura, ciência e academia. Essas pessoas, por si só, possuem um efeito multiplicador e podem acelerar os processos de divulgação e entrelaçamento de culturas.
Portugal possui atualmente oito cidades-irmãs no Japão, que, através dos acordos de geminação (e um protocolo de amizade), têm o poder de se unir para superar desafios comuns. São oito oportunidades que gostaria de promover, incentivando mais geminações que conectem esses dois extremos da Eurásia. Além disso, gostaria de fortalecer as já existentes, multiplicando as iniciativas e as oportunidades de colaboração.
Apesar da distância que separa Tokushima de Leiria, o Porto de Nagasáqui, Oita de Aveiro, Atami de Cascais, Omura de Sintra, Nishinoomote de Vila do Bispo, Zushi da Nazaré e Hitoyoshi de Abrantes, são essas pontes que contribuem verdadeiramente para o desenvolvimento das relações entre os dois países, promovendo a compreensão mútua e a cooperação entre os dois povos.
E Coimbra, aceita o desafio?

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