Opinião: A olivicultura de qualidade na África do Sul

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A produção e o consumo de azeitonas e azeite na África do Sul estão em alta. Do ponto de vista qualitativo é algo significativo, considerando que a maior parte da olivicultura nacional sul-africana ocorre em pequenas áreas agrícolas no sul do país.
Cerca de metade dos 200 olivicultores registados na Associação Sul-Africana de Azeitonas (SA Olive) produzem num espaço menor do que 5ha, beneficiando das condições mediterrânicas que são ideais para a produção de azeitona no Sul de África.
Ignorando eucaliptos, a paisagem agrícola em redor do Cabo da Boa Esperança – onde se situa a Cidade do Cabo -, parece romana. Até Conímbriga é jovem. Diz-nos nesse sentido o Dr. Hannes Brummer, produtor no Cabo Oriental, que as oliveiras exigem “muito cuidado” com os seus nutrientes, a água e na poda, mas que, acima de tudo, “exigem muita paixão e amor”.
Para se garantir uma excelente colheita de azeitona, o olivicultor Hennie Retief, em Robertson, no Cabo Ocidental, acrescenta: “A quantidade certa de água na hora certa é crucial”, frisando também a importância de uma “poda criteriosa” e “fertilização específica”. Mas “a poda radical e regular determinará o rendimento e a qualidade”, vincou Brummer.
Aparentemente, deve-se colher apenas “os frutos do tamanho desejado”, deixando o restante na árvore para colheita posterior. As azeitonas de mesa, por exemplo, devem ser colhidas antes de “amolecerem” e de ficarem “maduras demais”.
A agricultura sul-africana parece encantada com os seus máximos de produtividade e eficiência no olival. A exploração desse potencial parece indicar o futuro motor de desenvolvimento agrário no Cabo da Boa Esperança.
Normalmente, a colheita da azeitona acontece de fevereiro a julho no Cabo Ocidental. A qualidade das azeitonas e do azeite nacional sul-africano que chega à mesa dos aficionados em Joanesburgo vem enriquecida com um sotaque mediterrâneo.

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