Festival Catraia volta à Praia da Tocha com arte aliada à preocupação ambiental

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FOTO DR

A 5.ª edição do festival Catraia, que decorre na Praia da Tocha, em Cantanhede, vai realizar-se de 24 a 27 de agosto, com muitos concertos, oficinas e exposições, numa programação que alia a arte à sustentabilidade.

O festival pretende promover “uma oferta cultural diferenciada”, com concertos de nomes como Omiri, Jhon Douglas e Filipe Furtado, ao mesmo tempo que procura “falar de sustentabilidade e ambiente”, disse à agência Lusa um dos membros da direção do festival Francisco Faria.

O próprio nome do evento remete para essa ideia, resgatando uma expressão popular antiga.

“No tempo dos nossos avós, percorria-se a praia à procura de objetos que o mar trazia. A isso chamava-se ir à catraia. Era uma terra pobre e tudo o que o mar trazia era uma mais-valia. Hoje, perdeu-se essa prática, quando o mar traz cada vez mais coisas e há cada vez menos gente para apanhá-las. Reconvertemos esse significado do ir à catraia para alertar para a poluição marinha”, salientou.

Uma atividade de astronomia para falar de poluição luminosa, oficinas para reparar equipamentos avariados ou aprender a cozinhar sem desperdício, reciclagem de plástico utilizando a energia solar de objetos encontrados na praia e exposições sobre microplásticos marítimos e vegetação invasora são algumas das propostas do festival nessa vertente, referiu.

O Catraia arranca a 24 de agosto, com concertos de Filipe Furtado, músico sediado em Coimbra, e The Seaweedz, uma banda da zona, afirmou Francisco Faria.

Segue-se, no dia 25, atuações da brasileira Vitória Faria, O Marta e Colmeia, tudo projetos que abordam a etnomusicologia e as canções da cultura popular, motivando também uma conversa com os artistas sobre o mesmo tema.

No sábado, será a vez de atuarem Omiri, que reinterpreta e reinventa a música portuguesa, e o brasileiro Jhon Douglas, que volta ao festival, cinco anos depois da sua primeira atuação no Catraia.

O evento termina no dia 27, com concertos do trio de Ivan Laranjeiro e de Sombra&Zel.

“Procuramos ter um cartaz com coisas emergentes, preferencialmente em língua portuguesa, mas que seja, de alguma forma, um trabalho que cria consenso na comunidade. Se formos brutalmente alternativos, não iríamos conseguir ter a união na comunidade que precisamos. Queremos ser disruptivos, mas abraçar o máximo de pessoas nessa disrupção”, salientou Francisco Faria.

Em 2022, o festival contou com cerca de nove mil pessoas, número que a organização espera que possa crescer neste ano.

“Este ano expandimos mais a capacidade de voluntariado e vem gente de todo o lado para construir o festival. A vontade é conseguir crescer”, vincou.

Todas as atividades no Catraia são gratuitas, mas algumas exigem a inscrição prévia.

O único custo associado ao festival, esclareceu, é o passe de 25 euros, para garantir o alojamento no campismo da Praia da Tocha (concelho de Cantanhede, distrito de Coimbra).

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