Reabilitação do Colégio das Artes é tão importante quanto um sonho de 35 anos

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O diretor-geral do Património Cultural, João Carlos Santos, realçou ontem a importância histórica e arquitetónica do Colégio das Artes, em Coimbra, e admitiu uma requalificação por fases do edifício do século XVI.
Importa “haver uma visão global” das obras a realizar, que depois permita “fazer a intervenção de forma faseada ou não”, afirmou João Carlos Santos na apresentação do projeto de arquitetura de requalificação do Colégio das Artes. “É um edifício que nos parece muito importante”, referiu, numa sessão promovida pelo Departamento de Arquitetura (DARQ) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.
Por sua vez, o vice-reitor da UC para o Património, Edificado e Turismo, Alfredo Dias, defendeu que é necessário “continuar a trabalhar” para que a requalificação do Colégio das Artes, que alberga o DARQ, na Alta de Coimbra, possa ser realidade.
“Ninguém mais do que a Reitoria gostaria que fosse uma empreitada única e um processo único”, disse Alfredo Dias.
A reabilitação, há muito ansiada, do Colégio das Artes é, para o DARQ, “tão importante quanto o que pode ser um sonho de 35 anos”, disse ontem o professor catedrático José António Bandeirinha.
De acordo com o docente do DARQ, “numa primeira fase”, o projeto de requalificação “pretende resolver problemas estruturantes de impermeabilização, acessibilidade, eficiência energética”. Contudo – acrescentou –, o plano “está feito para seguir em continuidade até à instalação de uma unidade orgânica de arquitetura”.
Integrado nas comemorações do 10.º aniversário da inscrição da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia na lista de Património Mundial da UNESCO, além da inauguração da exposição, o evento incluiu a apresentação do projeto, seguida de um debate.
Recorde-se que o plano de intervenção no Colégio de Artes já tinha sido apresentando publicamente em finais de outubro de 2019. Será uma intervenção faseada e ainda sem prazos definidos, com uma estimativa de investimento a rondar os 10 milhões de euros. O plano dá continuidade a obras que já decorreram no bar ou nas salas de projeto, prevendo intervenções em todos os pisos do edifício, datado do século XVII e que acolheu o antigo hospital.
(com Lusa)

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