“Plano de salvação” dos SMTUC dura até 2030 e custa mais de 40 milhões

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O Plano de Renovação da Frota e de melhoria do desempenho das áreas afetas à Divisão de Equipamento e Manutenção dos SMTUC foi ontem apresentado à comunicação social. Na prática, e de acordo com o presidente da câmara, trata-se de um “draft” efetuado pelos serviços municipais e que prevê a renovação da frota até 2030. Para tal, é necessário fazer um investimento superior a 40 milhões de euros por parte da câmara, “porque os SMTUC não têm capacidade de investimento, nem autonomia para o fazer”, afirmou, ontem, José Manuel Silva.
Devido à importância do assunto, o presidente da câmara e o Conselho de Administração deram a conhecer o documento a todas as forças políticas com assento na Assembleia Municipal, de quem esperam contributos nos próximos 15 dias para depois ir a uma das próximas reuniões de câmara. “Trata-se de um desígnio que deve envolver todas as forças políticas”, frisou o autarca.

“Para cumprir, custe o que custar”
José Manuel Silva referiu que este plano “representa o maior investimento alguma vez feito nos SMTUC”, sendo um documento “flexível” e que será adaptado às oportunidades de financiamento e futura integração com o Metrobus.
Uma das questões que mais preocupa o autarcadiz respeito ao financiamento da operação. Para já, ainda não existe um plano, mas o presidente da câmara garantiu que ele terá de ser cumprido “custe o que custar”.

O cenário “realista”
Dos três cenários possíveis, o escolhido foi aquele que o Conselho de Administração considerou ser o “mais realista e exequível”.
Desta forma, está prevista a médio/longo prazo, para concretizar até 2030, uma taxa de imobilização de 15 por cento e a entrada de 15 novos autocarros por ano, com um custo de 39,5 milhões: 2,1 milhões em 2024 e, nos anos seguintes, montantes de 6,3 milhões até 2029, ano que se regista um acréscimo meio milhão fruto da opção de aquisição dos 15 autocarros do contrato de aluguer de 2024 pelo valor remanescente e o ciclo deste cenário conclui-se em 2030, com um investimento anual de 5,4 milhões. Já este ano, está previsto o aluguer de 5 a 10 autocarros standard com dois a três anos, a aquisição de 10 a 20 autocarros diesel standard usados “com uma idade média e quilometragem aceitáveis” e ainda o abate de 15 autocarros, com a necessidade de um investimento de 3,3 milhões de euros.
O plano ontem apresentado contempla ainda a melhoria do desempenho da Divisão de Equipamento e Manutenção, através da contratação rápida de pessoal para as oficinas e para a gestão de sistemas.

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