“Corpus Hermeticum de Luz” pintada por um artista da “casa”

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Mário Vitória, artista natural de Coja, concelho de Arganil, que atualmente tem o seu ateliê em Vila Nova de Gaia, volta a expor os seus trabalhos na sua terra natal, na mostra “Corpus Hermeticum de Luz”, que se integra num ciclo de exposições inseridas nas comemorações do 10.º aniversário da Universidade de Lisboa.

Algumas das suas pinturas, quer a óleo e a acrílico sobre tela, quer a tinta-da-china e lápis de aguarela sobre papel, bem como esculturas, em gesso e em vários materiais, encontram-se no Átrio de Exposições Guilherme Filipe, nos Paços do Concelho de Arganil, até ao próximo dia 28 abril. E outras obras, sobretudo de maior dimensão, no Espaço Multiusos da Cerâmica Arganilense, até ao dia 24 de março.

“Ouvir o musgo”

Foi com uma conferência/conversa, que teve lugar no salão nobre da Câmara de Arganil, na passada sexta-feira, subordinada ao tema “Ouvir o Musgo a Crescer”, que contou com a presença de vários oradores, amigos do artista, nomeadamente José Manuel Simões (comissário da exposição), Joaquim Pinto da Silva (editor e escritor), Boaventura de Sousa Santos (ativista e escritor) e António Manuel Ribeiro (músico e poeta), que abriu ao público a referida exposição, nos Paços do Concelho, sendo feita, no sábado à tarde, uma visita comentada à mostra patente na Cerâmica.

Coube a Luís Paulo Costa dar as boas vindas aos presentes, na cerimónia de inauguração desta exposição, começando por destacar que “este processo teve início há uns meses atrás, na reitoria da Universidade de Lisboa”, o que “comprovou aquilo que é o percurso, o brilhantismo, da obra de Mário Vitória”.

O presidente da Câmara de Arganil aproveitou para “fazer algumas breves referências às múltiplas exposições individuais e coletivas em que o Mário tem participado”, enaltecendo também “aquilo que é a sua responsabilidade de professor de desenho e pintura e os seus múltiplos trabalhos de criação de imagem e ilustração para capas de vários livros, de espetáculos e de obras institucionais (…), algumas delas que estão na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra”.

Realçando ainda “a sua colaboração com a Federação Portuguesa de Natação, através de obras para a representação e apresentação do Comité Olímpico, particularmente, aquando os Jogos Olímpicos de 2016 e 2020”.

O autarca, fazendo referência “à obra “Aprendizagens Globais”, a mais bonita do Mário, que temos aqui connosco, mesmo na parede do Átrio da Câmara”, congratulou-se  ainda com “o interesse académico que a obra do Mário já suscitou”.

Já o autor, Mário Vitória, frisou que nesta exposição está “um pedacinho de um pequeno carvão queimado” que retirou da Fraga da Pena, da base da cascata, “para não esquecermos esse trágico incêndio de 2017”, e esclareceu que “esta exposição foi uma tentativa audaz, se calhar muito atrevida, de dar às pessoas balões de oxigénio”.

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