Opinião: As autarquias deveriam poder contratar assistentes técnicos de saúde?

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SIM
Com a transferência de competências na área da saúde para as autarquias, abriu-se espaço para uma gestão mais racional, próxima e eficiente dos recursos humanos da estrutura de funcionamento das unidades de saúde familiar. Presentemente, apenas a gestão dos assistentes operacionais dos Agrupamentos de Centros de Saúde foram transferidos para as autarquias.
Mas, a especificidade destas unidades de saúde, muitas vezes dotadas de um número muito reduzido (mesmo singular) de profissionais de cada categoria, leva a que, por vezes, mesmo sem falta de médicos ou de enfermeiros, tenham de encerrar – com todos os evidentes prejuízos para a respetiva população de utentes. Basta que o administrativo – pode ser até apenas um, no quadro da unidade em questão – tenha um impedimento (de doença, licença, etc.).
O trabalho dos profissionais administrativos no quadro de uma unidade de saúde requer uma formação adequada, mas que em grande medida é comum à de outros profissionais da área, de que as autarquias dispõem nos seus quadros (em quantidade e qualidade). Por que não preparar adequadamente um conjunto desses profissionais, de retaguarda a necessidades pontuais dos centros de saúde, suprindo ausências (imprevistas e/ou pontuais), assegurando a permanência da prestação dos serviços de saúde na mesma unidade?
As autarquias poderão, por esta via, contribuir de forma muito significativa para dois dos aspetos que mais relevam na satisfação do direito à saúde da população: a Proximidade e a Permanência da prestação dos serviços.

 

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