Arganil: Ligação de Coimbra a Viseu foi pedida a Montenegro

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O presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa, lamentou que o projeto de uma nova ligação Coimbra-Viseu não tenha tido continuidade.
Na presença do presidente do Partido Social Democrata (PSD), Luís Montenegro, nos Paços do Concelho, o presidente da Câmara de Arganil lembrou que “já não há muitas capitais de distrito que não estejam ligadas, tal como não estão Coimbra e Viseu”.
Para Luís Paulo Costa “está na hora de voltar a reivindicar este processo”, tendo ressalvado que “por melhores que sejam as obras que se façam no IP3, aquela infraestrutura nunca terá características de autoestrada”.
O edil de Arganil lembrou que “no Governo liderado por Passos Coelho estava identificado este investimento como sendo dos mais prioritários para o país”, explicando, no entanto, que, na altura, “o dinheiro era muito pouco e a estratégia para o investimento público muito criteriosa”, lamentou.
Luís Paulo Costa frisou no entanto que “processo que estava já muito avançado, ao nível de estudo prévio, e que, efetivamente, era muito importante para esta zona do território”, sublinhou.
Segundo o edil, a região “continua servida por um traçado que continua a ser muito importante, mas, objetivamente, não reúne as condições de segurança que são exigíveis nos tempos atuais”.
Fazendo também referência, ao nível das acessibilidades, Luís Paulo Costa relembrou a necessidade de uma via que está ainda hoje no Plano Rodoviário Nacional. A ligação de Lousã, Góis, Arganil e Coja ao IC6, com uma velocidade prevista de 90 quilómetros, em termos médios, e um tempo de ligação de Lousã a Coja ao IC6 em 30 minutos.
O presidente da câmara criticou, no entanto, que “este processo foi bem anunciado, mas que passados 20 anos continua tudo na mesma”.

Preço da tarifa da ERSUC preocupa

Luís Paulo Costa manifestou ainda a preocupação com “a escalada que está a acontecer” no preço da tarifa para tratamento dos resíduos sólidos urbanos. Para o edil, estas decisões de gestão da ERSUC revelam-se “francamente desajustadas”.
O presidente da Câmara de Arganil pediu que os deputados da Assembleia da Republica chamem “quem manda” na ERSAR porque “até há pouco tempo” a direção foi muito rígida relativamente aos aumentos tarifários e que não permitiu aumentos e, com a nova direção, tudo o que lá chega parece ser tomado por bom”, vincou.
Luís Montenegro não recusou chamar os responsáveis da ERSAR ao parlamento, mas aponta baterias para o Governo. “Neste momento, é preciso pressionar o poder político e, talvez, o ministro do Ambiente tenha de ser responsabilizado”, frisou.

Montenegro tirou notas

O presidente do PSD, Luís Montenegro, “tomou boa conta” das reivindicações apresentadas pelo presidente da câmara, até porque “é um pouco frustrante para quem está aqui verificar que muitas destas coisas já foram prometidas muitas vezes e não chegaram ao terreno”, alegou.
Montenegro criticou ainda o facto de algumas dessas promessas “já foram alvo de cerimónias e até de placas, onde estava assinalada uma infraestrutura que ainda não viu a luz do dia”, disse.

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