Único setor onde elas ganham mais é na construção

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No concelho de Coimbra, os homens recebem, em média, mais 150,2 euros do que as mulheres. E, regra geral, as disparidades são maiores quanto maior for o nível de qualificação.
No total, a média da remuneração base é de 887,8 euros no sexo feminino e de 1.038 euros no sexo masculino.
De acordo com dados do relatório de Diagnóstico Municipal 2022-2025 para a Igualdade e a Não Discriminação no Município de Coimbra, o único setor onde a mulher ganha mais do que os homens é na área da construção, onde o sexo feminino aufere mais 27,2 euros do que o sexo masculino. O mesmo se verificou na Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC), na região Centro e no resto do país (os dados reportam-se ao ano de 2019).
Este é apenas um dos dados publicados no documento que visa identificar e priorizar as necessidades do município e do território em termos de igualdade e não discriminação.
A eliminação dos estereótipos, o combate à discriminação, a prevenção e o combate à violência contra as mulheres e violência doméstica constituem uma preocupação fundamental da Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação 2018-2030 “Portugal + Igual”.
Dentro desta linha, a Câmara deliberou, a 26 de abril de 2021, desenvolver, conjuntamente com os 19 municípios da CIM-RC, o projeto “Região de Coimbra com Igualdade” – Plano Municipal para a Igualdade.
Depois de aprovada a candidatura ao projeto, a CIM-RC realizou o procedimento para a elaboração dos Diagnósticos e Planos para a Igualdade, através de um concurso internacional que resultou na adjudicação do serviço à empresa Bizfuture, que realizou o diagnóstico do município e a elaboração do Plano para a Igualdade.

Documentos são discutidos hoje

Estes documentos são hoje analisados e votados, na reunião do executivo camarário.
De acordo com a autarquia, o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação “é um instrumento que identifica as prioridades estratégicas de intervenção, identificando objetivos a curto, médio e longo prazo, planeado de acordo com o lema da Agenda 2030 – Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável – ‘Ninguém pode ficar para trás’ e consubstanciado na Estratégia Nacional para a Igualdade e Não Discriminação – Portugal + Igual, que contempla ações apoiadas em três planos de ação de âmbito nacional”.
De referir que o Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação tem uma vigência de quatro anos, sendo um plano aberto, flexível e passível de avaliação.
Após aprovação no executivo, o processo segue para votação em Assembleia Municipal.

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